Trief

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22 de abril de 2016

NUNCA OS MEIOS DEVEM JUSTIFICAR OS MEIOS

Um governo mafioso não pode se sustentar sob o assistencialismo
A ainda presidente Dilma Rouseff não deixará saudades ao Brasil. Foi uma escolha desastrosa que conduziu o país a uma recessão que atinge níveis históricos. Das más opções econômicas à pior condução política, terminando nos recentes escândalos do PT, pouco ou nada resta em defesa do seu legado enquanto chefe de estado. Assim, a votação parlamentar relativa ao seu impeachment, foi de encontro à vontade da maioria da população brasileira. Tal como na Câmara, fora dela - poucos brasileiros a querem como presidente. Mas existe um problema. E não é menor. Estes meios não podem justificar o fim procurado. Dilma não está acusada de nada. Pelo menos formalmente. E dos 38 deputados que votaram a favor do relatório para a abertura do impeachment, 21 foram ou estão a ser acusados judicialmente por crimes diversos. Mais de 60% dos membros da Câmara dos deputados está sob investigação ou foram constituídos com envolvimento em processos de corrupção, lavagem de dinheiro, e fraude eleitoral. E o que dizer do próprio presidente da Câmara? Todos estes, muitos deles com “telhados de vidro”, continuam achando que meios injustificados justificam-se por um final desejado e politicamente justo. Esquecem-se que foi isso que sempre se virou contra o país. Até que amanhã sejam novamente relembrados desse fato e seja tarde demais. Mas não é porque mais de 60% dos nossos deputados e senadores, estejam implicados em processos e condenações judiciárias, que devamos achar, que o prazo de validade de Dilma como presidente, já não esteja vencido!

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