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30 de março de 2013

CARTA ABERTA PARA DINALVA MELO



Fico entristecido quando vejo determinadas visões acerca da Educação onde a Escola Pública é tratada com desdém por parte dos que fazem o poder com grande contribuição da sociedade que hoje ainda não conseguiu entender as finalidades do processo educativo como um todo e só pensam na Escola como elemento de uma mera ascensão social ou de colocação de indivíduos no mercado de trabalho. O caráter de Escola Pública, Gratuita e de Qualidade é desprezado pelo mundo político e pela sociedade em geral o que gera o tipo de Escola que aí está moribunda, sem perspectivas e deslocada do sentido real da educação que é contribuir para o crescimento científico da nação e dar oportunidades para que os indivíduos pensem a vida e construam ciência. O sentido produtivo da sociedade e a dinâmica do capital fazem com que só se veja a escola como formadora de futuros operários e não como cidadãos. Exemplo disto são as chamadas Escolas Profissionais que estão diminuindo carga horária de disciplinas formadora do caráter humanístico para colocar em seu lugar disciplinas apenas técnicas o que descaracteriza o papel real da Escola. Outra forma errônea de ver a Escola é dizer que Escola Pública é de má qualidade por que é voltada para pobres e por isso mesmo não dará a seus personagens oportunidades de crescimento ou de aprofundamento de saberes e produção artístico – cultural – social fazendo com que os investimentos sejam pequenos e ineficazes no sentido de formar, dar visões, possibilitar questionamentos, aprofundar conhecimento e fazer ciência. Muitos que administram a Escola Pública ainda têm visão de que seus alunos não podem crescer em conhecimento e limitam o aprofundar científico fazendo com que a Escola Pública não tenha oportunidades de gerar projetos eficazes, desenvolver novas visões de ensino, faça ciência no sentido amplo e seja formadora de conhecimento não apenas para o mundo produtivo, mas para intervenção na sociedade. Nossas Escolas Públicas carecem de mais democracia, os professores e alunos seus principais personagens, pouco ou nunca são ouvidos, as decisões são sempre impostas e ditadas em escritórios longe da realidade da Escola e das expectativas dos que a fazem, pois na Escola todos são educadores e merecem dizer como, onde e porquê o ensino existe e qual a sua finalidade. Há muitos erros na condução da Escola Pública em nossa cidade onde diretores são apadrinhados, professores são humilhados sem pagamento do que preceitua a Lei do Piso e alunos são amontoados nas Escolas sem participação, sem respeito e sem condições mínimas de crescimento tanto intelectualmente como no verdadeiro sentido da cidadania. Nossos personagens das Escolas Públicas merecem respeito, valorização e motivação para crescer não apenas no sentido econômico, mas na condição de cidadão e elemento ativo nas mudanças. É pedir muito?

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