Trief

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27 de agosto de 2017

A SAÚDE EM ITABUNA, CONTINUA DOENTE


Se Lisias seguir Cuma em seus caprichos, a Saúde adoecerá
O povo itabunense está cada dia mais preocupado com a dificílima situação da maioria de nossa população que, a cada momento, vai ficando mais distante de um atendimento médico e hospitalar condignos com a pessoa humana. E o médico sozinho não consegue resolver o problema. Há anos, falar em saúde pública em Itabuna, significa falar em superlotação nos hospitais, filas intermináveis, madrugadas na porta dos ambulatórios, falta de recursos materiais e humanos, enfim, um drama terrível. O problema é antigo. Só agora, mas do que nunca, ele está precisando de soluções urgentes que não estão vindo. O pobre está morrendo na rua. Afinal, mais de 80% da população de Itabuna depende, exclusivamente, do sistema público de saúde. E ele encontra-se falido. Eis a questão... Eis o grave problema. O que fazer? Itabuna ostenta indicadores que o coloca entre os principais municípios baianos, entretanto, os indicadores de saúde a citam como um município atrasado, um dos piores do norte e nordeste do Brasil. Enquanto crescem os problemas relacionados ao cuidar dos doentes e evitar que a doença se instale, Itabuna convive com a iminência do fechamento do Hospital São Lucas e do CEMEPI. Os três hospitais da Santa Casa de Misericórdia se Itabuna, estão submetidos às condições asfixiantes de subsistência e os postos médicos são alvos de constantes reclamações por falta de médicos e medicamentos. Para onde vamos? Quando o povo itabunense terá a tranquilidade de saber que poderá ser atendido a qualquer hora se precisar? Uma das questões fundamentais é a dos recursos para a saúde. Na verdade, o que vemos com tristeza é a falta de prioridade, para não dizer descaso, na destinação de recursos para a saúde. Recursos, escassos recursos. Eles vão sumindo e o povo sofrendo. Para resolver o problema da saúde em Itabuna, é necessário que existam propostas, planejamento e eficiência de gestão. Até quando iremos esperar? Estamos ansiosos por uma solução. Temos que está em constante vigília, buscando soluções para o problema da saúde. Quando a vida se debilita e surgem os conflitos na natureza humana, a dor e o sofrimento ficam bem evidentes.

MEU QUERIDO AMIGO E PARCEIRO FABINHO NAZUEIRA...

Homenageei Fabinho em vida, no ano passado, por reconhecer
seu excelente trabalho como repórter fotográfico e blogueiro
Existem coisas dolorosas que acontecem em nossas vidas, que por mais que estejam sempre se repetindo e nos calejando os neurônios, nunca nos fazem tolerar, compreender, aceitar e nos acostumar. Quando eu recebi a noticia da sua morte eu não acreditei, atônito eu fiquei pensando, como pode o meu amigo e parceiro Fabinho Nazueira, cheio de saúde, brincalhão, engraçado, solícito, festeiro... nos deixar tão inesperadamente? Cara, você se foi muito cedo. Nós tínhamos tantas outras romarias de Bom Jesus da Lapa, para participar e trabalhar. Nós já havíamos programado trabalhar na cobertura do carnaval de Salvador. Você iria começar a trabalhar na Câmara Municipal como fotografo, na próxima semana. Você aceitou vender seu carro pra mim. Você até já havia reservado data na AABB, para que realizássemos a festa de aniversário do seu blog. E você falava tanto do quanto estava sofrendo com seu um ano de separação conjugal. Você morreu apaixonado. Preocupado com os familiares. Cheio de sonhos... Até agora a ficha não caiu ainda. A única coisa que me passa pela cabeça é que eu não vou mais poder te ver, ouvir tua voz, te fazer rir, te ajudar, te dar conselhos, sair com você, se divertir, como a gente sempre fazia, e quando isso passa pela minha cabeça é a hora que bate a tristeza, é a hora que eu fico sem saber o que fazer, é a hora que a saudade aperta que não tem como não chorar. Eu sinto tua falta por demais meu eterno anjo brincalhão, mais eu sei que hoje você está sendo brindado por Deus, com o cumprimento da Sua promessa de ressurreição. Você está de volta à Casa do Pai e isto me consola e faz a dor diminuir. Obrigado por tudo que você fez por mim, eu sempre te guardarei em meu coração. Lembrarei de você por toda minha vida. Hoje você é a minha estrela, a minha estrela que sempre irá brilhar. Fica com Deus, meu bondoso, saudoso e querido amigo, Fabinho Nazueira.

TRANSFORMANDO A NÓS MESMOS, TRANSFORMAMOS O MUNDO AO NOSSO REDOR


Conhecer a si mesmo é elevar-se em personalidade
Cada dia mais é senso comum que a educação formal, aquela do banco de escola, nos abre portas e propõe possibilidades. É certo também que nem sempre é o caminho mais rápido ou mais fácil para o reconhecimento de nossas habilidades e construção de nossos sonhos, mas a educação ainda é o percurso mais digno para aqueles que sentem orgulho do lugar de onde vieram e do lugar para onde vão. Infelizmente, nem todos têm acesso à educação escolarizada, mas também é infeliz constatar que muitos dos que têm não se apeguem a suas possibilidades como projeto de vida. Quando somos jovens em idade escolar ouvimos dos nossos pais e cuidadores que é a educação que vai nos “fazer gente”, mas não dimensionamos essa formação, não acreditamos em sua importância. Com o passar do tempo desejamos voltar e fazer diferente porque, de fato, o tempo perdido não volta. Nessa vida tão corrida e tão impunemente concorrida, parece ser natural que os melhores sejam os que tem mais ou os que podem mais, mas, como bem gostava de salientar o professor e sociólogo, Selem Rachid Asmar, o único patrimônio que ninguém nos rouba é o conhecimento, a única herança que não nos é usurpada é a nossa inteligência e a única habilidade que não perdemos é a de acumular cada vez mais habilidades. Desse modo, é muito fácil dizer para onde a educação nos leva. A educação, o conhecimento, a qualidade do que se aprende, nos leva onde quer que queiramos ir, desde que nós não nos boicotemos ao ponto de achar que não somos capazes. Todos nós somos capazes de aprender muito e de servir de exemplo para aqueles que não se sentem tão capazes. É necessário acreditarmos nas nossas potencialidades e nos percursos que podemos percorrer com os conhecimentos que adquirimos. A cada dia devemos aprender algo novo, a cada dia devemos ansiar por algo que ainda não nos é comum. Assim, sempre podemos ensinar algo para alguém e abrir os olhos às construções e reconstruções que se apresentam a nós a cada instante. Sejamos corajosos, mas acima de tudo, audaciosos. Sejamos sempre conscientes que ao fim de tudo, a única coisa que ninguém tira de nós é a nosso conhecimento e o que fazemos dele. Usemos o que sabemos a favor das boas práticas, pois de nada adianta saber e não compartilhar, saber e não multiplicar, já que educação é sinônimo de coletividade e de transformação.

E SE A ESTIAGEM VOLTAR?


A Emasa não tem feito nada para evitar novo drama com a seca
A conhecida canção No último pau de arara, já interpretada por grandes vozes da música popular brasileira, como Gilberto Gil e Raimundo Fagner, retrata as aflições vividas pelo sertanejo, que sofre com os longos períodos de estiagem e muitas vezes se vê obrigado a deixar sua terra natal. Num dos trechos, entretanto, o autor traduz fielmente uma realidade que o nordestino sabe muito bem: “A vida aqui só é ruim quando não chove no chão, mas se chover dá de tudo, fartura tem de porção…”. Esses versos servem para ilustrar perfeitamente o que aconteceu ano passado em nossa região sulbaiana. A região viveu uma das maiores secas das últimas décadas. No pasto, metade do rebanho bovino pereceu. Da terra, pouca jaca, banana e cacau brotavam. Rios, riachos e represas secaram. O sulbaiano só não passou fome por causa dos programas sociais do governo federal. Eis que os céus foram generosos este ano e tem chovido bem sobre este pedaço esquecido do Estado. Quase imediatamente a paisagem mudou. O verde voltou a predominar, o rebanho que sobreviveu à escassez de pasto começou a ganhar peso e já se prevê um aumento grande na produção de leite, banana, café e hortaliças. Desde então, algumas ações vêm sendo adotadas, desde as mais simples, como a instalação de cisternas para captar a água da chuva e poços artesianos, até a construção da barragem do rio colônia. Entretanto, ainda falta muito para que o problema seja minimizado. Volta e meia, municípios sulbaianos passam por crises hídricas e precisam ser abastecidos por carros-pipas e contar com construções de cisternas e poços artesianos. É preciso a adoção de uma política de desenvolvimento sustentável para o sul da Bahia, democratizando o acesso à água. A seca não é apenas um problema climático; é também social.

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