Trief

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30 de maio de 2010

GEDDEL CONSTATA QUE MEDO TOMA CONTA DO INTERIOR

Ao visitar neste sábado (29), as cidades de Ilhéus e Itapetinga, para encontros com lideranças políticas dessas regiões, o pré-candidato do PMDB ao Governo do Estado, ex-ministro da Integração Nacional Geddel Vieira Lima, constatou que não apenas na Capital, mas também no interior do Estado, aumentou ainda mais o sentimento de insegurança, o medo dos baianos diante da incapacidade do atual Governo em dar respostas à criminalidade e violência. Ele considerou que o assassinato do delegado Cleyton Leão expôs ainda mais o caos na segurança pública e, diante da falta de atitude do governador Jaques Wagner, os baianos já não mais acreditam numa reação do Estado. “A violência na Bahia fugiu ao controle do Estado e hoje não está apenas nos grandes centros, mas se espalha por todas as acidades. É absolutamente inacreditável, inaceitável que um governador, numa entrevista a um repórter de TV, simplesmente admita não saber o que fazer e, pior, afirmar que se soubesse como resolver a violência ficaria milionário”, disse o pré-candidato do PMDB. Geddel Vieira Lima garantiu que no Governo do PMDB, “a segurança pública deixará de ser massa de manobra, nem será usada como troca de apoio político”, referindo-se ao fato do governador realizar solenidades para entregar viaturas a prefeitos no interior, ao invés de destiná-las às corporações policiais. “Como explicar que, ao fim de quatro anos de administração, o governador sai pelo Estado distribuindo viaturas aos prefeitos. O que tem a ver prefeito com viaturas de polícia? No Governo do PMDB, viaturas serão entregues á Segurança Pública para que, a partir de critérios técnicos, como população e índices de violência, elas sejam distribuídas entre as unidades policiais”, afirmou. O senador César Borges (PR), que acompanhou o ex-ministro na viagem ao interior do Estado, também ressaltou a sua preocupação com o “aumento desenfreado” da violência na Bahia e ressaltou que o caos na área de segurança pública foi fator determinante para a sua decisão em formar a aliança com o PMDB, descartando o apoio à reeleição do atual governador. “Geddel saberá conduzir a Bahia, melhorar as condições da segurança pública no Estado. Se o governador não sabe o que fazer, Geddel sabe como agir”, disse o senador. Em Ilhéus, o deputado federal peemedebista Raimundo Veloso revelou que a violência na Bahia já é hoje uma preocupação nacional: “Constantemente sou instigado a explicar na Câmara porque a Bahia se tornou o Estado mais violento do país. Envergonhado tenho que admitir que a razão é que a Bahia não tem governo”, disse. Em Itapetinga, a deputada estadual Virgínia Hagge (PMDB) também falou sobre a sua preocupação com o crescimento da violência, inclusive nas cidades do interior do Estado. Ressaltou, entretanto, que o PMDB e os partidos que integram a aliança em torno do ex-ministro Geddel Vieira Lima estão conscientes da gravidade por que passa a segurança pública e preparados para enfrentar a situação. Tanto em Ilhéus, quanto em Itapetinga, Geddel Vieira Lima e o senador César Borges (PR) foram recebidos por lideranças políticas e representantes da sociedade civil. Em Ilhéus, além do deputado federal Raimundo Veloso, estiveram presentes os presidentes do PTC, Rivailton Pinto e do PT do B, Dilma Gramacho. Em Itapetinga, além da deputada Virgínia Hagge, participaram do encontro o presidente estadual do PMDB, Lúcio Vieira Lima, o ex-prefeito Michel Hagge, o prefeito de Alcobaça, Leonardo Brito, o prefeito de Macarani, Antônio Macedo de Araújo, o ex-deputado federal Benito Gama e o presidente do PMDB de Vitória da Conquista, Herzem Gusmão.

BANCO MUNDIAL PERDOA DÍVIDA DO HAITI

O Banco Mundial perdoou toda a dívida do Haiti, estimada em US$ 36 milhões, para ajudar na reconstrução do país após o terremoto de janeiro. O cancelamento da dívida foi possível graças a contribuições ao fundo de assistência a países pobres do Banco Mundial feitas pela Espanha, França, Alemanha e outras nações europeias, assim como o Japão. "Perdoar a dívida do Haiti faz parte de nosso esforço para fazer todo o possível para ajudar na reconstrução" desse país, disse o presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick. A entidade já havia perdoado a maior parte da dívida do país caribenho em 2009, quando organismos multilaterais e outros credores perdoaram obrigações no valor de US$ 1,2 bilhão. Em março, a comunidade internacional entrou em acordo em uma conferência das Nações Unidas em doar US$ 5,3 bilhões para a reconstrução do Haiti nos próximos dois anos. O Banco Mundial deve fornecer US$ 479 milhões ao país, número que inclui o perdão dos US$ 36 milhões de dívida. A entidade também é responsável pela gestão fiscal do Fundo de Reconstrução do Haiti, financiado por países doadores, ao que o Brasil foi o primeiro a contribuir.

PROGRAMA BRASIL ACESSÍVEL

O Decreto 5.296/04 estabeleceu condições para o desenvolvimento de uma política nacional de acessibilidade, considerando as atribuições das três esferas de governo. Os municípios contam hoje com um arcabouço jurídico que lhes dão suporte para a implantação de várias ações destinadas a garantia da acessibilidade para pessoas com deficiência e mobilidade reduzida. São leis federais, estaduais, municipais, decretos e normas técnicas que apresentam obrigações e parâmetros para o desenvolvimento de suas ações. Após o Estatuto das Cidades e o respectivo Plano Diretor Municipal, o Brasil passa a contar com um conjunto de Instrumentos urbanísticos que orienta todos os segmentos da sociedade envolvidos na construção das cidades, atuando no respeito às diferentes necessidades que as pessoas com deficiência e restrição de mobilidade têm para viverem no ambiente urbano. Os administradores municipais contam com A coleção de publicações do Programa Brasil Acessível que é composta também pelos Cadernos nº 1. “Atendimento adequado às pessoas com deficiência e restrição de mobilidade“, o nº 2. “Construindo a Cidade Acessível”, nº 3 “Implementação do Decreto 5.296/04, nº 4. “Implantação de política municipal de acessibilidade”, nº 5. “Implantação de sistema de transporte acessível” e nº 6. “Boas práticas em acessibilidade”. Esse Programa Brasil Acessível, vem contribuir para a reflexão sobre a qualidade das cidades que estão sendo construídas e como incorporar neste processo a humanização dos espaços e o respeito às diferentes necessidades que as pessoas têm para se deslocar pelo espaço público e acessar todas as oportunidades que a cidade oferece. Entendemos que, é da sociedade a obrigação de se adaptar à diversidade, ao invés de ser o indivíduo quem deva adaptar suas especificidades a um padrão do “homem ideal” para ter acesso ao que a sociedade oferece. (Ângela Góes).

OS SONHOS E REFLEXÕES DE CADA SER

De tanto ouvir comentários sobre o livro “Vendedor de Sonhos”, de Augusto Cury, resolvi ler. Afinal, não se deve emitir opinião sobre aquilo que não se conhece bem e, neste caso, sem ler com atenção e buscar perceber sua mensagem. Posso dizer que foi uma grata surpresa. A narrativa de Cury, no livro cujo epicentro é um excêntrico vendedor de sonhos, de fato, prende a atenção. O leitor é convidado de cara a participar de um estranho diálogo entre um suicida e um maltrapilho, este último o vendedor de sonhos; o entrecho faz com que nos interessemos pelo desenrolar da trama. Porém, o mais nobre do livro não está na construção literária que o autor consegue fazer com maestria, mas na capacidade de fazer o leitor redescobrir-se ao passo que se identifica com exemplos vividos pelas diversas personagens muito bem construídas e apresentadas ao longo do livro. O tema abordado por Cury não chega a ser uma novidade, porém, um tema atualíssimo, já que aborda a necessidade de transformação do ser humano, rumo a uma existência mais harmônica e despida de valores e sentimentos equivocados, tão comuns em nosso dia a dia. Lembro-me de uma passagem significativa em que o vendedor de sonhos, ao ouvir um relato das traições profissionais sofridas por um homem em desespero, incentiva-o a matar o chefe. Imaginem, o conselho! O traído sente-se estimulado a usar a arma que portava e fazer justiça com as próprias mãos, frente aos abusos sofridos. O vendedor de sonhos completa: “mate-o, mate-o dentro de você. Não ceda ao impulso quando ele traz no bojo sintoma de destruição”. No meio do caminho havia necessidade de um desvio e era preciso parar para refletir. A lição é simples e eficaz, pois quantas vezes alimentamos monstros dentro de nós que nos devoram as entranhas dia a dia, sem que tomemos o prumo das decisões e os exorcizemos para longe. Sucumbimos a pensamentos e desejos insanos de olho por olho e dente por dente, quando em geral isso não traz o alívio que tanto buscamos. O que é de fato vender sonhos proposto por Cury? A mim pareceu que cada pessoa necessita buscar sua essência interior como lição necessária ao próprio existir. Sem isso, seremos meros fantoches que reagem a estímulos imediatos, sem autorreflexão, numa existência muitas vezes pautada pelo egoísmo, orgulho ou derivações dos mares revoltos do inconsciente.

NOSSAS CIDADES ESTÃO DESPROTEGIDAS

Todas as vezes que chove forte, a vida nas cidades brasileiras é afetada por alagamentos e deslizamentos de barreiras, inclusive com vítimas fatais. A impermeabilização dos solos nas grandes cidades é fato consumado. O emprego de pisos e outros materiais que facilitam a infiltração no solo é exceção. As águas de chuva, que deveriam ser a solução do abastecimento d’água, passaram a ser um tormento e são drenadas rapidamente através de galerias para os oceanos. O gerenciamento das águas de chuva é imprescindível para o futuro das cidades, com o reaproveitamento das águas pluviais na recarga dos lençóis freáticos, ampliação de jardins e calçadas ecológicas, melhoria da limpeza pública e campanhas de educação ambiental. Tais medidas, se adotadas, ajudariam bastante a reverter esta situação. Itabuna tem problemas sérios, que tendem a se agravar. O solo da zona central e redondezas está sendo impermeabilizado pelas novas construções, suas galerias pluviais não têm capacidade de escoamento devido a pouca declividade, carreamento de lixo e decantação de areias. Esses fatores retardam o escoamento das águas, provocando o alagamento das ruas e inundação dos imóveis comerciais e residenciais, causando enormes prejuízos materiais para seus proprietários. Na maioria dos bairros da periferia, a redução de áreas verdes e novas pavimentações aumentam o drama das populações que, sem macro e microdrenagem, em uma zona predominantemente plana, sofrem com o empoçamento nos pontos mais baixos, inviabilizando a passagem de carros e pedestres. Outro problema de grande gravidade são as ocupações irregulares das barreiras onde se concentram as populações de baixa renda, cujos acidentes com deslizamentos têm causado sérios transtornos e prejuízos. A complacência do poder público e a demagogia política têm prestado um desserviço à nossa cidade no que se refere a essa questão. E se não houver planejamento de drenagem, urbanização que permita o máximo de infiltração – a exemplo de bloquetes e outros materiais -, ampliação de áreas verdes e o controle eficaz da limpeza pública, o drama permanecerá com o registro de desastres. E que não se culpe a natureza, porque a engenharia e o planejamento têm solução para todos esses males.

A SAÚDE PÚBLICA TRATADA COM DESRESPEITO

Há anos que as reclamações contra o SUS – Sistema Único de Saúde – vêm acontecendo. Em nenhum lugar do território brasileiro existe uma satisfação plena. Os governos federal, estadual e municipal, explicam, explicam, dizem que vão tomar providências, mudam planos de trabalho e atendimento, mas as coisas continuam da mesma forma. Os hospitais e os profissionais da área reclamam dos baixos valores pagos pelo governo. Greves acontecem, subterfúgios para faturar além das cotas pagas pelo governo para os procedimentos tornaram-se práticas normais. Hospitais lotados, clínicas idem, pessoas morrem por falta de atendimento, por erros médicos e por falta de remédios. Enfim, a população paga e muito caro. O contribuinte faz sua parte, paga a Previdência Social e não vê resultados. A meu ver, saúde é a prioridade das prioridades, tem que ser completa. Sou testemunha ocular do desrespeito com que são tratados os usuários do SUS. Devem haver exceções, é claro, mas na maioria das vezes é assim. Espero um dia, antes de partir para outro plano, ver o meu País, o meu Estado, curado dessa horrível doença que é o desprezo ao ser humano.

INTIMIDADAÇÃO CONTRA A LIBERDADE DE EXPRESSÃO

Muito já foi dito e escrito sobre o fato se que, quando autoritarismo se evidencia, a liberdade de expressão é a primeira vítima. Frente às ameaças reais à liberdade de expressão um pernicioso processo de esquecimento também parece nublar o conhecimento acumulado (ao longo de séculos) e fazer surgir a equivocada crença de que apenas o poder executivo é ameaçador ao livre pensar e ao livre expressar. Um equívoco perigoso, posto desarmar a cidadania frente à indispensável vigilância em relação a outras formas de poder (sejam formalmente constituídos ou não). Da Idade Média poderíamos colher importantes ensinamentos do terrificante período da “Santa” Inquisição, onde o que deveria ser a força religiosa foi deformada para uma fortaleza de obscurantismo e repressão às liberdades básicas do ser humano. Da antiguidade clássica poderíamos relembrar o processo pelo qual o grande filósofo Sócrates foi condenado a beber cicuta a partir de uma contenda iniciada no debate filosófico. O próprio veredicto sobre Jesus pode ser entendido como produto de uma decisão que antecedeu ao lavar de mãos do Estado romano; ou seja, antes de Pilatos vozes condenatórias (não-governamentais, digamos) se alevantaram na Judéia. Hoje poderes outros levantam-se em subversão ao direito de expressão e à liberdade de imprensa. São exemplos claros disso, dentre outras ocorrências, a tentativa intimidatória levada adiante pelos inúmeros processos contra radialistas e jornalistas sulbaianos; e os recorrentes comentários sobre punições (até prisão) contra blogueiros pelo “delito” da publicação de informações rotuladas como “caluniosas” mas que deixaram de sê-lo graças a iniciativas de farta documentação que zela por tais noticiários. Em suma, vivemos tempos de riscos autoritários reais, camuflados sob justificativas ainda mais condenáveis por se apresentarem como “cidadãs”.

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