Cometi muitos erros nesses meus 65 anos de idade. Alguns foram premeditados e outros foram involuntários, ou circunstanciais. Me arrependo de todos erros que cometi e me esforço para não os repetir. Meu acalento está no fato em que uma multidão prestes a apedrejar uma mulher acusada de cometer adultério, se depara com Jesus desafiando que apenas aquele, entre os acusadores, que nunca pecou atirasse a primeira pedra.
As
vezes o que julgamos ser o certo a se fazer, é o pior erro que podemos cometer.
As pessoas gostam de nos julgar, de manipular cada passo errado que damos,
falam de nossas vidas, sem perceberem o que nos levou ao erro e sem
discernimento do que é ruim possuir um efeito bumerangue, indo e voltando e
prejudicando quem o pratica.
Este
fato também me faz lembrar de uma metáfora, de autoria desconhecida, falando de
uma garota que segurava em suas mãos duas maçãs. Sua mãe entrou e lhe pediu com
uma voz doce e um belo sorriso: – Querida, você poderia dar uma de suas maçãs
para mamãe? A menina levanta os olhos para sua mãe durante alguns segundos, e morde
subitamente uma das maçãs e logo em seguida a outra.
A mãe sente seu
rosto se esfriar e perde o sorriso. Ela tenta não mostrar sua decepção quando
sua filha lhe dá uma de suas maçãs mordidas. A pequena olha sua mãe com um
sorriso de anjo e diz: – A mais doce é essa!
Pouco importa quem você é, que você tenha experiência, seja competente ou sábio. Espere para fazer seu julgamento. Dê aos outros o privilégio de poder se explicar. Mesmo que a ação pareça errada, o motivo pode ser bom. Pense nisso!

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