O povo tem o poder nas mãos, mas muitas vezes entrega esse poder em troca de migalhas. É o ciclo vicioso da política brasileira: o candidato que compra o voto hoje é o mesmo que vai roubar a sua saúde, a sua segurança e a educação dos seus filhos amanhã. Quem vende o voto não tem direito de cobrar honestidade.
No
momento mais decisivo da história, colocam a Verdade e a Justiça de um lado, e
o crime do outro. Dão ao povo o poder de escolher entre Jesus e Barrabás. E o
que o povo faz? Grita pelo ladrão e condena o justo. Neste ano eleitoral, ecoaram
o erro da multidão de pouco mais de dois mil anos atrás. Venderam a consciência
em troca de migalhas, ou se submeteram à alienação.
Trocaram o futuro por uma promessa vazia e que jamais seria cumprida, pois o enganador já era useiro e vezeiro em ludibriar. O voto foi mercadoria, sem a consciência de que o voto é a única arma que o povo tem para mudar a sua realidade. Deus nos deu o livre-arbítrio, mas a responsabilidade do resultado é inteiramente nossa. Quem foi que o povo "soltou" nas urnas este ano? Àqueles que venderam ilusão?

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