Na dinâmica partidária e eleitoral, laços são frequentemente formados em torno de objetivos imediatos (como vencer uma eleição). Quando os interesses se divergem, o parceiro de palanque rapidamente vira opositor. E este é o cenário observado com o rompimento político do prefeito Valderico Reis (UB), com o ex-prefeito Jabes Ribeiro (PP), cujas causas envolve quebra de confiança, divergência de caminhos e descontentamento com rumos administrativos.
Como
consequência de Valderico hoje está inimigo de Jabes, as consequências vitimaram
“jabistas”, que estavam bem aclimatados e confortáveis no Palácio do Paranaguá.
Assim já houve a exoneração dos secretários Cacá Colchões, de Serviços Urbanos;
Sayonara Machado, da Promoção Social; e Anarleide Menezes, da Cultura. Os três
são ligados ao ex-prefeito Jabes Ribeiro.
Hermano
Fahning substitui Cacá interinamente na Secretaria de Serviços Urbanos. Na
Promoção Social, assume a vice-prefeita Wanessa Gedeon, do Novo, que deixou a
Secretaria de Políticas para Mulheres. Antônio Ocké também foi exonerado da
Superintendência Financeira da Promoção Social.
Evani
Cavalcante deixou a Educação para assumir a pasta das Mulheres. O ex-prefeito
de Buerarema Vinícius Ibrann é o novo secretário de Educação. Na
Controladoria-Geral, Antônio Moreira substitui Humberto Nascimento. Davidson
Santos saiu da Maramata e assumiu a Cultura.
O
ex-vereador Fabrício Nascimento deixou a Superintendência de Transporte e Trânsito
para presidir a Maramata. O setor passa a ser comandado pelo vereador
licenciado Nal do Detran. A vaga dele na Câmara será ocupada por Sonilda Mello,
exonerada da Saúde.
O rompimento de Valderico com Jabes, deve trazer grandes impactos imediatos, apontam analistas políticos ilheenses. Por um lado, tende a provocar um efeito dominó, aumentando a probabilidade de que outros partidos deixem a base governista. De outro, pode liberar uma grande quantidade de cargos que Valderico pode usar justamente para tentar barrar esse movimento. No entanto, devido ao peso do PP e o desgaste do governo do União Brasil, o cenário mais provável é que o governo não consiga atrair novos aliados.
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