O deputado estadual Fabrício Pancadinha (PDT) não soube aproveitar a oportunidade que o eleitorado itabunense e antipetista o proporcionaram. Eleito na carona de uma situação circunstancial de mandato de vereador, único de oposição ao Prefeito Augusto Castro (PSD), que atravessava um momento de dificuldades de gestão e homérica rejeição popular, Pancadinha negligenciou com as expectativas dos sulbaianos.
Pancadinha começou
o mandato na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), com a estapafúrdia
vestimenta de ternos espalhafatosos e penteado exótico; e tão calado quanto
mudo, que não ouve recomendações e cego que não enxerga os degraus que poderiam
fazê-lo ascender ao topo da política do interior da Bahia. Pancadinha se
submeteu à condição de político fictício em Salvador e o resultado foi de
melancólico e apequenados 1.704 votos entre os soterapolitanos.
Pancadinha não
exerceu seu mandato com o entendimento de que Ilhéus e Itabuna são cidades que
se completam e se irmanas nas práticas políticas de defesa dos interesses dos
sulbaianos e sua presença parlamentar entre os ilheenses, não resultou em mais de
407 votos. Ilhéus assim, demonstrou insatisfação com o desempenho do mandato e
o espancou nas urnas eleitorais.
Pancadinha em
Itabuna, focou seus recursos de emendas individuais em festas e investimentos,
que não o inseriram em seguimentos populosos de defesa ambiental, empoderamento
feminino, combate a violência, desemprego e sucateamento dos setores de saúde,
educação e infraestrutura. Até as comunidades de periferia, não enxergavam o
deputado em suas causas prioritárias e sua votação caiu abaixo da metade, com
apenas 10.164 votos na cidade
Quando Pancadinha ainda
era integrante do grupo de oposição ao governador Jerônimo Rodrigues (PT), o
sugeri que criasse o Bloco do Pancadinha (Ou do Gueto) e distribuísse 5 mil
abadás entre lideranças da negritude da periferia de Salvador, para os circuitos
carnavalescos do Campo Grande e Barra. E com Ygor Canário em seu trio elétrico,
ser visto por mais de um milhão de pessoas e assistidos por mais de dez milhões
de expectadores.
Assim ele teria
visibilidade política; fortalecimento eleitoral e fomento artísticos. Seu Bloco
(com gestão empresarial) posteriormente, participaria de outros carnavais e
micaretas no interior baiano. Também sugeri que ele gravasse quatro músicas de
forró, xaxado e baião e lançasse um cd para estar na vitrine das forrozadas,
com criação do “Arrastão do Pancadunha”, para participar de festejos de São
João e São Pedro, em cidades da Bahia.
Pancadinha também
cometeu um equívoco monstruoso ao abandonar o grupo de oposição, para apoiar a
reeleição de um governador mal avaliado em Itabuna e cidades maiores da Bahia.
Pancadinha não dimensionou o tamanho da insatisfação do seu próprio eleitorado,
diante dessa decisão destrambelhada e que em nada o beneficiou em sua pretensão
de ser reeleito.
Estes fatos nos trazem à lembrança do ditado popular que diz "quem não escuta conselho, escuta coitado", cujo significado é que ignorar alertas e orientações de pessoas mais experientes, geralmente leva ao erro e a situações difíceis que acabam em derrotas e sofrimentos. - Quem recusa ajuda ou avisos prévios costuma arcar com o peso de escolhas ruins! Em 2028, Pancadinha poderá tentar voltar a ser vereador e suas últimas decisões indicam que seu palanque será, irônica e paradoxalmente, o coordenado pelo Prefeito Augusto Castro!!!
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