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20 de outubro de 2026

AS PANCADAS DE PANCADINHA EM SI NA ALBA

Pancadinha se elegeu em 2022 com 27.338 votos na Bahia (em Itabuna foram 23.531 votos) e em sua reeleição só obteve 16.962 votos entre os baianos – em Itabuna sua votação ficou abaixo da metade obtida em 2022: 10.164 votos.

    O deputado estadual Fabrício Pancadinha (PDT) não soube aproveitar a oportunidade que o eleitorado itabunense e antipetista o proporcionaram. Eleito na carona de uma situação circunstancial de mandato de vereador, único de oposição ao Prefeito Augusto Castro (PSD), que atravessava um momento de dificuldades de gestão e homérica rejeição popular, Pancadinha negligenciou com as expectativas dos sulbaianos.

Pancadinha começou o mandato na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), com a estapafúrdia vestimenta de ternos espalhafatosos e penteado exótico; e tão calado quanto mudo, que não ouve recomendações e cego que não enxerga os degraus que poderiam fazê-lo ascender ao topo da política do interior da Bahia. Pancadinha se submeteu à condição de político fictício em Salvador e o resultado foi de melancólico e apequenados 1.704 votos entre os soterapolitanos.

Pancadinha não exerceu seu mandato com o entendimento de que Ilhéus e Itabuna são cidades que se completam e se irmanas nas práticas políticas de defesa dos interesses dos sulbaianos e sua presença parlamentar entre os ilheenses, não resultou em mais de 407 votos. Ilhéus assim, demonstrou insatisfação com o desempenho do mandato e o espancou nas urnas eleitorais.

Pancadinha em Itabuna, focou seus recursos de emendas individuais em festas e investimentos, que não o inseriram em seguimentos populosos de defesa ambiental, empoderamento feminino, combate a violência, desemprego e sucateamento dos setores de saúde, educação e infraestrutura. Até as comunidades de periferia, não enxergavam o deputado em suas causas prioritárias e sua votação caiu abaixo da metade, com apenas 10.164 votos na cidade

Quando Pancadinha ainda era integrante do grupo de oposição ao governador Jerônimo Rodrigues (PT), o sugeri que criasse o Bloco do Pancadinha (Ou do Gueto) e distribuísse 5 mil abadás entre lideranças da negritude da periferia de Salvador, para os circuitos carnavalescos do Campo Grande e Barra. E com Ygor Canário em seu trio elétrico, ser visto por mais de um milhão de pessoas e assistidos por mais de dez milhões de expectadores.

Assim ele teria visibilidade política; fortalecimento eleitoral e fomento artísticos. Seu Bloco (com gestão empresarial) posteriormente, participaria de outros carnavais e micaretas no interior baiano. Também sugeri que ele gravasse quatro músicas de forró, xaxado e baião e lançasse um cd para estar na vitrine das forrozadas, com criação do “Arrastão do Pancadunha”, para participar de festejos de São João e São Pedro, em cidades da Bahia.

Pancadinha também cometeu um equívoco monstruoso ao abandonar o grupo de oposição, para apoiar a reeleição de um governador mal avaliado em Itabuna e cidades maiores da Bahia. Pancadinha não dimensionou o tamanho da insatisfação do seu próprio eleitorado, diante dessa decisão destrambelhada e que em nada o beneficiou em sua pretensão de ser reeleito.

Estes fatos nos trazem à lembrança do ditado popular que diz "quem não escuta conselho, escuta coitado", cujo significado é que ignorar alertas e orientações de pessoas mais experientes, geralmente leva ao erro e a situações difíceis que acabam em derrotas e sofrimentos. - Quem recusa ajuda ou avisos prévios costuma arcar com o peso de escolhas ruins! Em 2028, Pancadinha poderá tentar voltar a ser vereador e suas últimas decisões indicam que seu palanque será, irônica e paradoxalmente, o coordenado pelo Prefeito Augusto Castro!!!

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