O ex-ministro chileno e ex-secretário-geral da OEA (Organização dos Estados Americanos) José Miguel Insulza será o chefe da missão de observação eleitoral da entidade para o Brasil. A missão da OEA deve ser a maior e mais importante a acompanhar o pleito de outubro.
Insulza, 83, tem uma longa trajetória em governos de centro-direita no Chile, país onde é definido como um político pragmático e com capacidade de diálogo. Ele ocupou cargos na administração de Patricio Aylwin, líder da transição chilena e primeiro presidente após a ditadura de Augusto Pinochet.
Na gestão Eduardo Frei, foi ministro das Relações Exteriores e posteriormente secretário-geral da Presidência. Por fim, Insulza foi ministro do Interior de Ricardo Lagos, período no qual também ocupou o posto de vice-presidente. Também foi eleito secretário-geral da OEA em 2005 e reeleito cinco anos depois.
Além da OEA, a eleição brasileira terá monitoramento internacional da União Europeia. Outras entidades que acompanharão serão a CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa) e a Uniore (União Interamericana de Organismos Eleitorais).
A União Africana, a Liga Árabe e o Parlasul (Parlamento do Mercosul) foram convidados pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral), mas ainda não confirmaram. Como a Folha mostrou, o Carter Center, organização americana fundada pelo ex-presidente Jimmy Carter, desistiu de enviar uma missão de observação por não conseguir reunir os recursos suficientes.
A OEA foi a primeira organização internacional a enviar uma missão eleitoral ao Brasil, durante a eleição de 2018. A entidade também esteve presente em 2022. Ao final do período de observação, a missão produz um relatório com conclusões e recomendações para o país que recebe.
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