Se uma parcela da população não acompanha não vota, ela está deixando que outros escolham quem vai governar os recursos públicos e decidir sobre o futuro das suas cidades.
Neste ano teremos eleições presidente, governador, senadores, deputados estaduais e federais em todo o Brasil e precisamos falar sobre uma questão importante ligada à política. E precisamos desmistificar definitivamente essa história de que todo político mente e rouba. Essa afirmação foi propagada à exaustão em todo o país como forma de descredenciar a classe política. Depois de repetida milhares de vezes ela se tornou quase um senso comum. Mas todo político é ladrão? Todo político é um mentiroso? A política é algo tão nocivo assim a ponto de modificar a índole de um ser humano?
A parcela da população que responde às perguntas acima de forma afirmativa foi enganada pela criminalização da política. Criminalização propagada, de forma subliminar, pelos grandes meios de comunicação e por quadrilhas de governantes, que querem nivelar todos por baixo. Isso porque, com uma população desacreditada, fica fácil para esses mesmas pessoas idealizarem os “salvadores da pátria” no imaginário coletivo do eleitorado e elegerem candidatos ligados ao interesse dos corruptos.
Existem seres humanos honestos e desonestos em todas as profissões e lugares. É fundamental, então, que as eleitoras e eleitores escolham bem suas candidatas e candidatos. Procurem saber quais são os partidos políticos que assumem bandeiras que interessam ao grosso da população. Em seguida, escolher, dentro desses partidos, quais são os nomes que melhor traduzem essas bandeiras. Como essas pessoas se comportaram ao longo da sua vida pública. Muitos deles serão candidatos à reeleição.
A política é uma escolha que se faz. É uma escolha para separar o jogo de trigo. Nem todo mundo é corrupto. Mas as cidadãs e cidadãos precisam fazer as escolhas corretas. Se uma parcela da população não acompanha as eleições e não vota, ela está deixando que outros escolham quem vai governar os recursos públicos e decidir sobre o futuro das suas cidades. Então é necessário que todos despertem a cidadania e o interesse pela política.
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