O eleitor deve evitar apoiar e votar em quem não tem preparo técnico e compromisso moral para ocupar cargo público, sobretudo, gente sem espírito público e com histórico de ilícitos e deslizes éticos.
A escolha que cada um faz no momento do voto acabará atingindo a todos durante todo o tempo do mandato daquele que foi escolhido e até além desse tempo, mediante as decisões e as votações do eleito, quer no comando do Poder Executivo (como Presidente da República ou Governador), quer na atividade de editar leis (no Congresso Nacional, caso dos Senadores e Deputados Federais, ou na Assembleia Legislativa, na hipótese dos Deputados Estaduais).
As decisões dos Poderes Executivo e Legislativo afetam a vida de todos, daí o alerta para que nós, eleitores, procuremos nos informar muito bem sobre a vida pública anterior dos candidatos, e também de sua vida pessoal, de forma a possibilitar uma análise crítica e muito criteriosa sobre a pessoa que iremos colocar para decidir vários aspectos de nossas próprias vidas em futuro muito próximo, inclusive no que diz respeito a aspectos da vida de nossos filhos também.
Se a pessoa que vamos eleger não demonstrou vida ilibada (sem manchas), uma vida honesta até agora, não será de hoje para amanhã que vai fazê-lo. E se age de forma ilegal já agora ao pedir voto, imagine o que não fará depois que estiver no poder, com recursos financeiros oriundos dos impostos que pagamos!
E mais, não basta o ato cívico e supostamente responsável apenas no dia da votação. O eleitor não pode ser ingênuo em pensar que, tendo se esforçado por conhecer a vida pregressa do candidato e votado em candidato ficha limpa, já terá encerrado sua participação ativa no exercício da cidadania, porque a exigência de honestidade se faz necessária a cada dia do mandato público, o que exige o engajamento de cada um de nós na cobrança e fiscalização do exercício do mandato, para que esta atividade se dê de forma limpa e honrada. Se for de outro jeito, ainda veremos muitos e muitos ternos e malas estufadas de dinheiro público.
Neste momento de pré-campanha eleitoral é muito importante que cada eleitor já comece a pesquisar a vida daqueles que possam ter a pretensão de serem candidatos. A bem da verdade, como todos sabemos, ao fim de uma eleição, já começam as providências para a próxima, não se podendo falar propriamente de uma pré-campanha (que já começou há meses), mas de pré-candidatos, até que esses sejam escolhidos em convenção de seus partidos, quando se tornam candidatos oficiais.
Voltando ao tema central do voto, é importante destacar que ele é mais do que um direito, é um compromisso e um exercício pleno de cidadania, o que requer do eleitor muita responsabilidade com a sua escolha. Voto consciente é aquele exercido com prévia e profunda reflexão, com muito questionamento sobre as opções de nomes que se apresentam, porque da origem etimológica da palavra candidato, ou seja, de cândido (sem manchas) quase nenhum tem a menor porção, como bem demonstra a grande quantidade dos que estão ou estiveram presos!.
O eleitor deve optar por aquele candidato que tenha preparo técnico e compromisso moral para administrar a coisa pública, no sentido de ser habilitado para ser um homem ou uma mulher de espírito público, com histórico de integridade moral, sem o menor deslize.
Depois dos escândalos da Quadrilha dos Fraternos, que furtou mais de 200 milhões de reais dos cofres públicos municipais, o eleitor do extremo sulbaiano não pode mais se deixar levar pela conversa vazia de conteúdo da candidata Cláudia Oliveira, que não possui nada de concreto para mostrar em sua experiência anterior no trato com a coisa pública e que já demonstrou não ser confiável, no aspecto moral.
A coisa pública é coisa séria. Não pode mais ser tratada com leviandade, com irresponsabilidade, como infelizmente tem ocorrido por décadas, por todos integrantes da Quadrilha dos Fraternos. Os eleitores não suportam mais tanto descaso, incompetência, desvio, roubo. Para quem ainda não percebeu, alguns municípios da nossa região, literalmente entraram em falência, embora Cláudia, seu irmão Agnelo e marido Robério Oliveira estejam milionários e eram pobres, antes de serem prefeitos, respectivamente de Porto Seguro, Santa Cruz Cabrália e Eunápolis.
Basta assistir com um pouco de raciocínio crítico cada noticiário do dia a dia. São rios de dinheiro que se perdem na lama da corrupção, são centenas de obras não acabadas, de desvios, de superfaturamento etc. E absolutamente todos os corruptos que estão presos ou que deveriam estar, fomos nós, eleitores, quem os elegeu! Precisamos nos preocupar com nossas escolhas, sob pena de aniquilarmos ainda mais o futuro de nossos filhos, já tão comprometido por todas esses crimes praticados pelos eleitos de outrora.
É tempo de mudança de paradigma. Sejamos nós os promotores desta mudança no rumo de nossa própria história! O eleitor tem a ampla liberdade de escolher em quem votar, e como seu voto tem aptidão para afetar a vida dos outros, tem que ser responsável nesta escolha, pois estará contribuindo para decidir sobre quem irá gerir não só o seu interesse, mas o interesse de todos, o interesse público.
O pleito que se avizinha é oportuno, como todos os outros, para manter no poder quem está dando certo (se é que existe), mas principalmente para renovar os quadros da política, porque esse é o espírito do comando constitucional de voto periódico, que é, na verdade, cláusula pétrea da Constituição. Não há democracia que sobreviva sempre com os mesmos mandatários. A alternância no poder é uma premissa básica da democracia.
Neste contexto, o voto é o mais eficiente instrumento que a democracia colocou à disposição do povo, e por isso é preciso saber usá-lo. É dever legal do eleitor analisar previamente o histórico do candidato (“ficha limpa” ou “ficha suja”), suas propostas, seus projetos e metas, seu currículo, sua vida, seu comportamento ético, seu verdadeiro compromisso com o interesse público e sua capacidade para gerir a coisa pública e representar os interesses público.
É preciso que o eleitor se conscientize de que tem em suas mãos um importante instrumento de mudança política e social: o voto. Candidato que compra votos, ou de qualquer outra forma tenta algum tipo de ilegalidade durante a campanha eleitoral, com certeza continuará a promover atos de corrupção se for eleito, motivo pelo qual deve ser banido do mundo politico. É a aplicação prática do ditado popular “pau que nasce torto, morre torto”.
O povo, na condição de único “dono do poder”, precisa afastar da vida pública todos os que já mostraram desvios éticos, como os que usam e abusam dos recusos da prefeitura, para enriquecerem e de suas emissoras de rádios e blogs financiado por dinheiro público, para serem propagados como “santos” e “santas”!
Os baianos da região do extremo sul serão protagonistas da importantíssima tarefa de escolha daqueles que vão comandar o destino do nosso país e o de nosso estado, tanto no cargo de Presidente da República, de Senador ou de Deputado (Federal ou Estadual) e sobretudo, derrotarem “malas sem alças” como a deputada estadual Cláudia Oliveira.
Não adianta reclamar dos desmandos da política, do caos na saúde pública, do estado deplorável da educação pública e da falta de segurança da população em geral, se fomos nós que elegemos todos os gestores que colocaram essa situação da forma como está! Deveríamos reclamar, antes, de nós mesmos, de nossa desinformação, de nosso desinteresse em pesquisar a fundo a vida pública (e até privada) das pessoas que elegemos para dirigir os destinos de nossas vidas.
O voto é fundamental, é o ato básico da democracia. É a manifestação republicana mais legítima. Vote consciente! Não venda o seu voto! Denuncie à Justiça Eleitoral qualquer tentativa de compra de votos.
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