Após fechar abril com uma reprovação de 52% de seu governo, considerado negativo por 42% dos brasileiros, o mandatário Lula da Silva (PT) não participou, pelo segundo ano consecutivo, dos atos do Dia do Trabalhador nesta sexta-feira, feriado do 1º de Maio.
Mesmo com dados oficiais indicando baixo desemprego,
Lula deixará de prestigiar as centrais sindicais ligadas à sua trajetória
política, nos eventos em mais de 40 cidades e 19 capitais do Brasil que terão
como reivindicação central a redução de jornada de trabalho com o fim da escala
6×1.
Lula preferiu não encarar os olhares aflitos das
multidões de trabalhadores nas ruas, que convivem com o cenário de 80,4% de
famílias endividadas, o maior nível da história do levantamento da Confederação
Nacional do Comércio (CNC), divulgado em abril.
Lula preferiu a indiferença do olhar eletrônico das
lentes, pelas quais repisou pronunciamento em rede aberta de televisão, com
seus discursos de promessas ao trabalhador e de críticas ao espectro das
"elites" da qual ele mesmo faz parte há décadas.
Os dados de abril, da última pesquisa de intenções
de votos da Quaest, evidenciam o eleitor brasileiro indicando falta de
compromissos a ser cumpridos pelo governo de Lula, o que coloca em risco sua
reeleição. O levantamento foi registrado sob o protocolo BR-09285/2026 no TSE.
Divulgado há duas semanas, ele registra a reprovação
de 52%, que só não supera os 57% registrados em maio do ano passado. Além de
empates técnicos na margem de erro de 3 pontos percentuais, em cenários
estimulados, com 37% contra 32% do senador Flávio Bolsonaro (PL), em 1º turno;
e com Flávio pontuando 42% contra 40% do petista, em simulação de 2º turno.
E os trabalhadores, que já colocaram Lula nos braços desde a luta sindical dos anos 1980, neste 1º de Maio foram desprestigiados. Com Diário do Poder

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