Quem nunca falou o que não devia, não tem noção do esforço que é preciso para desfazer essa falta de bom senso e se manter de pé. Este fato nos faz acreditar que o vice-governador Geraldo Jr. (MDB), deu um tiro no pé com o post com críticas ao ministro Rui Costa (Casa Civil), mandando viralizar em redes sociais.
O primeiro grande problema criado
por Geraldo Jr. para ser mantido como candidato, como desejava o senador Jaques
Wagner (PT), foi o fato de ter tentado atingir o principal nome da chapa de
Jerônimo. Mais forte eleitoralmente do que o governador e Wagner, Rui é
considerado em determinados setores o nome essencial do governo para garantir a
eleição do trio, motivo porque a tentativa de atacá-lo foi vista como “um tiro
no pé”, que significa prejudicar-se a si próprio e aos que lhe são próximos.
O “Fogo amigo” disparado por Geraldo Jr. acabou sendo tamanho
que o governador, na tentativa de evitar que a muvuca no grupo se generalizasse,
saiu-se com uma desculpa sobre o comportamento do vice que acabou
fragilizando-o. Primeiro, disse que não havia conversado com Geraldo Jr. sobre
o episódio. Depois, emendou que o vice pretendia enviar a mensagem com o ataque
a Rui para o filho, o deputado estadual Matheus Ferreira (MDB). Enfim, Jerônimo
se expôs para explicar o inexplicável.
O segundo grande problema o vice
acabou criando para o seu próprio partido. Apesar de todo mundo saber que a
cúpula da legenda não morre de amores por ele, o plano de mantê-lo era o menos
oneroso para a legenda, para a qual, sobretudo nacionalmente, é de grande
importância assegurar a posição num eventual segundo governo petista. Com o
recrudescimento da pressão para a saída de Geraldo Jr., o MDB não sabe mais se
vai conseguir substituí-lo por um nome do partido.
Ao ganhar manchetes nacionais, a notícia sobre o comportamento de Geraldo Jr. contra Rui acabou enfurecendo ainda mais o ministro, que já havia ficado bastante agastado quando tomou conhecimento, por sites locais, da circulação da mensagem contra ele. No grupo de amigos do ministro, há quem defenda que Rui condicione sua candidatura ao Senado à saída do vice da chapa, na clássica imposição “ou ele ou eu”!.

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