Para petistas e comunistas que estão “mamando nas tetas do Estado”, são desesperadores os índices das pesquisas de opinião público, para as pretensões do governador Jerônimo Rodrigues (PT) se manter no comando do governo baiano. As avaliações sobre a qualidade do eu governo, variam entre 50 a 55% de rejeição e estes percentuais não diferenciam muito do quantitativo dos eleitores da Bahia, que não querem o petista reeleito!
A
rejeição de Jerônimo na Bahia, o maior colégio eleitoral do Nordeste, acionou o
sinal de alerta no PT. No estado em que o partido ostenta sua mais longeva
hegemonia (são quase vinte anos no Palácio de Ondina), quem aparece na
liderança das pesquisas é o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil), 9
pontos à frente do atual governador Jerônimo. Em 2022, Jerônimo foi eleito com
52% dos votos e Lula conquistou 72% dos votos baianos no segundo turno.
Escalado
como alternativa para, se necessário, tentar evitar uma derrota, o ministro Rui
Costa, chefe da Casa Civil, não descarta a possibilidade, embora negue em
público. Governador do estado de 2015 a 2022, ele não esconde sua aversão a
cargos no Congresso. No plano original, seria candidato a uma vaga no Senado. Rui
Costa, porém, nutre o desejo de ser lembrado como candidato ao Palácio do
Planalto no pós-Lula e, por essa lógica, atender o presidente e trabalhar por
votos no Nordeste para um eventual quarto mandato poderia alçá-lo no médio
prazo a posições mais confortáveis numa futura disputa pela sucessão do mandatário.
Nos
últimos dias, lideranças do PT baiano tenta conter o fogo amigo. Negam a
hipótese de qualquer intervenção radical no Estado e dizem está tudo
encaminhado para a campanha de Jerônimo à reeleição. No âmbito nacional, um
grupo de trabalho montado pela direção do PT para traçar a estratégia visando
ao pleito baiano deve finalizar o diagnóstico sobre o cenário em um dos maiores
colégios eleitorais do país.
Na sequência, tudo será levado ao presidente, que, como de costume, é quem dará a palavra final. O caso da Bahia deve receber atenção especial. Qualquer retrocesso no Nordeste pode ser fatal ao projeto de Lula em 2026.

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