Natal Itabuna

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8 de janeiro de 2026

ESTUPRADOR ATUAVA NO MANOEL NOVAES

O médico tinha 67 anos quando foi condenado a 8 anos de prisão por abusar da paciente de 22 anos dentro de hospital municipal de Vila Velha.

A Santa Casa de Itabuna afastou um ginecologista que atuava em plantões na Obstetrícia no Hospital Manoel Novaes. A unidade tomou a decisão após vir a público que o profissional foi condenado, em primeira instância, por abuso sexual no Espírito Santo. Ele trabalhou por alguns meses no hospital antes do afastamento.

Em outubro de 2024, a Justiça do Espírito Santo condenou Ricardo Ramos Pereira, de 67 anos, a 8 anos de prisão em regime fechado por estupro de vulnerável. O crime ocorreu em abril de 2022, durante uma consulta no hospital municipal de Cobilândia, em Vila Velha.

A vítima, de 22 anos, denunciou que foi violentada dentro do consultório após procurar atendimento médico. À decisão ainda cabe recurso e o médico nega as acusações. Esse foi o segundo afastamento do profissional após a condenação. Em setembro do ano passado, trabalhava na Santa Casa de Lavras, em Minas Gerais.

Ela também desligou o médico. Em nota, a Santa Casa de Itabuna informou que exige, no momento da contratação, atestado de antecedentes éticos emitido pelo Conselho Regional de Medicina da Bahia. Segundo a instituição, o documento não apontava impedimento para o exercício da função.

O Cremeb informou que não há, na Bahia, punições éticas que impeçam a atuação do médico. O conselho explicou que decisões judiciais em primeira instância, em outras esferas, não geram automaticamente sanção ética até o trânsito em julgado. A omissão do CRM deixa as pacientes sob risco de novo estupro.

Ricardo Ramos Pereira, de 70 anos, só continua atendendo novas vítimas potenciais porque o Conselho Regional de Medicina do Espírito Santos se omitiu e ainda não suspendeu nem cassou o regisdtro. O CRM dele aparece como "ativo", como comprovou a parceira OziTV.

O médico tinha 67 anos quando foi condenado a 8 anos de prisão por abusar da paciente de 22 anos dentro de hospital municipal de Vila Velha. A jovem sofreu um aborto espontâneo e tinha feito uma curetagem, que consiste em uma raspagem no útero. Ela procurou o hospital após sentir dores e foi atendida pelo médico.

A jovem contou que, durante o atendimento, achou o comportamento do médico estranho, fazendo perguntas invasivas e a deixando desconfortável. Ela se levantou da maca e foi até o banheiro do consultório para se vestir, mas o médico entrou no banheiro e a violentou sexualmente.

Após o estupro, o ginecologista ainda teria desmerecido a vítima. "O acusado disse-lhe que não daria em nada, por ele ter anos de profissão, entregando-lhe a receita", revelou a decisão. Uma perícia realizada no banheiro do consultório encontrou esperma do ginecologista, o que reforçou a denúncia.

Rocardo Ramos é o segundo médico acusado de estupro a atuar em hospitais de Itabuna graças à burocracia e descaso do CRM com a segurança das pacientes. A diferença é que o médico itabunense Antônio Teobaldo Magalhães Andrade teve o registro profissional cassado pelo Conselho Federal de Medicina. (A Região).

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