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12 de janeiro de 2022

SÓ TEM O DIREITO DE CRITICAR AQUELE QUE PRETENDE AJUDAR

A crítica é construtiva quando te ajuda a melhorar e crescer como pessoa e como profissional

       Há uma canção de Raul Seixas, que diz: “enquanto você me critica, eu sigo o meu caminho” e sempre me recordo dela, quando alguém me destrata, ou fala algo sobre mim, que recebo como insulto, ou coisa que o equivalha.

Será que o tempo é realmente, assim, tão importante? Será que tudo gira em torno dele? O tempo é senhor absoluto. Os sentimentos fluem, as coisas acontecem ou deixam de acontecer, a vida é vivida ou apenas passa e as transformações ocorrem, as mudanças se consolidam independente do nosso consentimento. Não nos é permitido parar para pensar, refletir ou tomar decisões. Temos que acompanhá-lo ou seguir a reboque.

A partir do nosso nascimento, nada mais é estático. A vida é uma corrida contra um tempo que não conhecemos e não conseguimos mensurar. Só nos resta viver e saborear todos os momentos oferecidos ou conquistados através do exercício do nosso livre arbítrio. Não sou dono da verdade absoluta, mas sou sim, da minha, que para mim, é absoluta e dentro dela, planejo, escrevo, nado, piloto e enceno a minha vida, com todas os acertos e erros, sempre em busca da auto realização e da felicidade.

Já estou com meus 60 anos de idade e não me sinto velho. Aliás, não gosto desse termo. Velho, para mim, é o que não presta, não está mais em uso. Prefiro usar o termo usado pois, nem tudo o que é usado, necessariamente, necessita ser descartado ou substituído. Muita coisa usada, continua em uso, com desempenho satisfatório, até surpreendente e é nessa categoria que me incluo. Velhice, para mim, é sinônimo de final de carreira, de missão cumprida, de ausência de perspectivas de vida e perda da busca constante pela felicidade. Sou irreverente, irrequieto, curioso, atrevido e ousado.

Respeito e exijo ser respeitado. Não me enquadro em nenhuma dessas características, portanto, não aceito esse rótulo. Para muitos, poderia ser considerado como fora dos padrões estabelecidos, não sei por quem e pouco me interessa. Atingi a maioridade e tenho direito ao comando da minha vida sem ter que dar satisfações. Caminhar é descobrir, é ter novas experiências, é exercitar o pleno direito à vida.

Sempre questiono sobre o que é ser ou estar feliz e me surpreendo observando que a felicidade é minha parceira e eu o seu companheiro. Parceiros de todos os momentos, de uma vida inteira de experiências ricas e maravilhosas. Revendo essa minha trajetória, surpreendo-me, consciente de que vivi intensamente, saboreei todas as fases e oportunidades que me foram oferecidas e, se me fosse dado o direito de escolher, queria reviver muitos momentos, exatamente como e da forma que vivi, sem mudar absolutamente nada. Como descrever esse sentimento? Como posso chamar essa sensação de algo que não seja felicidade?

A única certeza que tenho é que continuo na estrada, percorrendo, no meu ritmo, todas as curvas e retas que parecem não ter fim. Não me preocupo com o tempo, pois sei que ele está no comando e tento ainda caminhar a sua frente, sem me preocupar com nada além do necessário. Vivo e saboreio cada segundo, não como se fosse o último, mas sim, como sendo o antecessor do próximo, e com a absoluta certeza de que ainda há tempo.

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