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23 de fevereiro de 2020

OU A GENTE ACABA COM A VIOLÊNCIA, OU LOGO ELA ACABARÁ COM A GENTE!

Para acabar com a violência, o governo do PT de Rui,
Costa, terá que parar de gastar mais com propaganda!
Itabuna continua como uma das cidades mais violentas do país. Os homicídios na cidade, acontecem constantemente, sem que as autoridades atuem para que seus índices não permanecem crescentes a cada ano. O retrato atual é esse e os noticiários teimam em nos lembrar que o filho morto hoje pode ser o nosso amanhã. Esta sensação de insegurança aumenta a busca por segurança privada. Mas quem deve cuidar da segurança dos cidadãos? E quem não tem dinheiro para investir em sistemas? É protegido por quem? Os sistemas privados de segurança servem para inibir a ação de criminosos, mas não pode ser a única solução. O Estado precisa ser cobrado e deve agir. Para deter as facções criminosas, Raios A, B e DMP é necessário muito mais esforço público do que portões e muros altos. Transferir essa responsabilidade somente para
a população é tapar o sol com a peneira, como diz o ditado. Este problema está intrínseco ao poder, dentro da sociedade como um todo, seja em forma de organizações criminosas ou de bandidos sem ligações com essas facções. A corrupção sustenta as facções que aprenderam e usam o sistema político e legislativo ao seu favor. É flagrante a vertiginosa diminuição do contingente de agentes de segurança e viaturas policiais em Itabuna. A morosidade das decisões ajuda o crime a se fortalecer, já que ele é mais rápido para se adaptar. Para conter a violência é preciso mexer neste vespeiro. O projeto de Lei Anticrime anunciado pelo Ministro da Justiça, Sérgio Moro, vai ao encontro dessas necessidades. É importante frisar que existem adaptações necessárias para que ele fique melhor e que possa dar igualdade de direitos a todos, entretanto é um primeiro passo que ainda não havia sido dado em outras gestões. Endurecer o Código Penal, Código de Processo Penal, Lei de Execução Penal, Lei de Crimes Hediondos, Código Eleitoral, além de criar mecânicos para agilizar a Justiça, iniciam uma caminhada longa. Não existe mágica ou milagre que irá diminuir a criminalidade de uma hora para outra. É um processo demorado e dolorido que exige a participação da sociedade, em todos os seus âmbitos. A justiça deve proteger a todos. O crime bate à nossa porta e muito mais do que nos trancar atrás de cercas elétricas, precisamos cobrar as autoridades que as leis sejam ampliadas, atualizas e aplicadas de forma rápida e que o aparelho de segurança pública, não permaneça sendo sucateado e enfraquecido. Assumir essa responsabilidade com a mudança está em nossas mãos.



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