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25 de abril de 2019

A SAÚDE PÚBLICA EM ITABUNA ESTÁ MORIBUNDA

Jozimar adoece; a morte aparece e Cuma sepulta!
Não é de hoje que a área de saúde em Itabuna dá provas de saturação. Os alertas, reclamações e denúncias por parte da população sobre a rede municipal de saúde de Itabuna mostram um dos exemplos mais bem acabados de como a ineficiência e as negligências de gestão podem repercutir perversamente na qualidade de vida dos usuários do sistema público, que sofrem pelo descaso e total falta de atendimento. Hoje, não conseguimos nem sequer proporcionar atendimento básico para os 200 mil de itabunenses que dependem do SUS. Lamentavelmente, a saúde não é – e não tem sido nas últimas décadas – prioridade para os nossos governantes. O desinteresse é tão grande que, nas últimas eleições municipais, poucos candidatos tinham alguma proposta minimamente consistente para a melhoria do setor. Pior ainda: mostraram interesse muito reduzido pelo estudo realizado e entregue pessoalmente por representantes de sindicatos, hospitais e organizações não governamentais, de forma espontânea, contendo propostas viáveis para a sustentabilidade do sistema local de saúde. A precariedade das condições de saúde em Itabuna expõe uma realidade que se repete todos os anos e não obtem êxitos nas gestões que se sucedem. Diferentemente de outros setores da administração, a saúde é fragmentada, e falta diálogo e vontade dos atores envolvidos para mudar este cenário. Um dos nossos maiores desafios é buscar a integração entre o público e o privado, de forma a fortalecer o atendimento ao usuário do sistema. A convergência dos encaminhamentos feitos por essas duas esferas, no preparo de suas políticas e estratégias, é fundamental neste processo. E os objetivos mandatórios devem prever a sustentação econômica do sistema, a melhora do atendimento ao beneficiário do SUS e da saúde privada, assim como a garantia da acessibilidade e a satisfação do usuário. A limitação de recursos é um fato inegável, agravada pela redução dos investimentos e gerenciamento ineficiente. Mas pior que a falta de recursos e inabilidade de gestão, é o mau uso do dinheiro público – que nada mais é do que dinheiro de toda a sociedade. Deveria ser do conhecimento das autoridades governamentais de Itabuna, um estudo da Organização Mundial da Saúde (OMS) que aponta uma perda de 20% a 40% das verbas destinadas à saúde em decorrência de desperdício, ineficiência, erros médicos e operacionais, procedimentos e equipamentos inadequados, falta de treinamento dos profissionais e a má gestão administrativa, além – é claro – da corrupção denunciada constantemente pela imprensa e por vereadores como Babá Cearense (PHS), Charliane Souza (PTB) e Guinho (PDT). A recuperação dessa perda já seria suficiente para tirar parte dos hospitais públicos da Santa Casa, Luiz Eduardo Magalhães e Cemepi, do fundo do poço. Mas não é tudo. O estrago que os nossos governantes estão fazendo com a saúde pública ameaçar também o setor comercial e de serviços de Itabuna. Os pacientes vindo de outras cidades e estados, vem com seus parentes que consomem e gastam na cidade. O que não deixa de ser preocupante para os empresários, comerciantes, taxistas e também para os usuários, diante do caos da saúde pública. O retrato que a saúde nos mostra em Itabuna é muito ruim – e, se nada for feito, pode piorar."

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