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30 de setembro de 2017

O NÓ NA GARGANTA DOS BOBOS DA CORTE

O STF nos dá a sensação de que o povo não passa de bobo da Corte!
Uma conversa por WhatsApp com amigos de um grupo me chamou atenção para uma discussão sobre intolerância. Intolerância com determinadas situações ou gente inescrupulosa que costumeiramente cria embaraços no convívio social e nos negócios. As pessoas estão cada vez mais ficando intolerantes, impacientes e agressivas. O mundo inteiro está assim, com uma sociedade dividida, cada um correndo atrás dos seus interesses, sem limites ou ética, sem medo de atropelar o próximo se estiver à sua frente. No esporte, especialmente no futebol, para a tristeza nossa virou palco de violência, escrevi outro dia. Na política, dispensa-se qualquer comentário. Estamos vendo coisas que nos deixam incrédulos quanto à sua veracidade. Além dos incorrigíveis desacertos no universo dos poderes executivo e legislativo, o judiciário em matéria de mordomia e desperdício do dinheiro público também é um péssimo exemplo acima do que poderíamos imaginar. Neste final de semana andei lendo e pesquisando na internet em busca de algumas informações e encontrei números inacreditáveis de gastos da corte suprema. Está em O Globo, artigo do Professor Marcos Antônio Villa: “O Supremo Tribunal Federal é o guardião da Constituição. Diz a ministra Carmen Lúcia, no relatório de atividades de 2016, que buscou ‘racionalizar o gasto de dinheiro público’. Em 2016, a Corte recebeu R$ 554.750.410,00. O pedido inicial era de R$ 624.841.007,00. R$ 206.311.277,11 foram reservados ao pagamento do pessoal ativo. E mais R$ 131.300.522,83 para os aposentados e pensionistas. Há variações nos dados, mas o total geral não é inferior a 2.450, o que dá a média de 222 funcionários por ministro. Fica a preocupação de que todos os funcionários não podem comparecer aos locais de trabalho sob pena de colocar em risco as estruturas dos prédios. Somente entre os terceirizados (gasto total de R$ 5.761.684,88) é possível encontrar incríveis distorções. É de conhecimento público que algumas sessões são tensas, mas como explicar a existência de 25 bombeiros civis? E as 85 secretárias, média de oito por ministro? Vivemos uma crise de segurança, mas não é exagero a existência de 293 vigilantes? São necessárias 194 recepcionistas? Divulgar as ações é importante, mas são precisos 19 jornalistas? Com a informatização, como justificar 29 funcionários cuidando da encadernação? Encadernam o quê? Limpar os prédios é importante. Mas será que o TOC também atingiu o STF? É a única conclusão possível tendo em vista constar na folha de pagamentos 116 serventes de limpeza. A boa etiqueta manda receber bem os convidados, mas pagar a 24 copeiros e 27 garçons não é um pouco demais? Para que oito auxiliares em saúde bucal? Preocupar-se com a infância é meritório, mas como justificar 12 auxiliares de desenvolvimento infantil? E os 58 motoristas (ao custo anual de R$ 3.853.543,36)? Sem esquecer os sete jardineiros, seis marceneiros e os dez carregadores de bens – bens? Quais? A imagem da Corte anda arranhada. Esta deve ser a razão para pagar a cinco publicitários”.

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