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29 de julho de 2016

IGREJAS NÃO DEVEM SER BALCÕES DE COMÉRCIO

"muitos virão em meu nome, dizendo: 'Eu sou o Cristo!'
e enganarão a muitos. - Mateus 24:4-5
Vivemos num mundo de tantas ideias, diversas, desencontradas e contraditórias... Mil visões sobre a realidade que nos envolve: tem-se opiniões e teorias sobre o universo, sobre a natureza, sobre a história e suas leis, sobre a biologia, sobre o psiquismo humano, o sentido da sexualidade, da cultura... No entanto, nenhuma dessas ideias explica e engloba o todo da realidade, nenhuma satisfaz realmente o nosso coração, com suas perguntas infindáveis... As ciências não poderão jamais desvendar o sentido da realidade e da vida! Poderão oferecer alguns modelos de interpretação; modelos parciais, provisórios, bem setoriais! Mas, o sentido, mesmo, envolto em mistério, jamais ciência alguma poderá desvendar! Mais ainda: se tiver tal pretensão, descambará no puro e simples charlatanismo! Também as religiões: tantas! E agora, com a globalização dos meios de comunicação e a inédita intensidade de deslocamentos humanos, vamos nos dando conta da diversidade impressionante do modo como a humanidade concebe o divino, o sagrado e suas relações com Ele... Até mesmo no interior do próprio cristianismo mesmo: nunca se viu tantas denominações, tantas seitas, tantas “igrejas” pegue-e-pague como agora! Ao lado de denominações bastante sérias, há tantas “Igrejas” de araque, pastores de araque, missionários falsos profetas, com milagres inventados e promessas vâns... Triste vulgarização de coisas tão sérias! Religião é algo muito sério, pois envolve a busca do sentido que ilumina de modo global a realidade, a vida e a morte! Ante tal realidade tão complexa e inusitada, não são poucos os que se sentem perplexos e se questionando se existe mesmo a “verdade” e a “religião verdadeira”. Não seria o cristianismo, não seria a nossa fé católica simplesmente mais uma possibilidade entre tantas, mais uma tentativa ilusória de explicar e enfrentar a existência? Não seria mais lógico, mais tolerante afirmar, como o fazem as religiões do extremo Oriente, que o mistério, o divino não podem ser capturados, compreendidos e, assim, toda religião é apenas um balbucio humano, tímido, provisório, imperfeito e incompleto sobre este mistério que é a saudade visceral do coração humano? Esta visão não seria mais madura, mais tolerante, mais de acordo com a multiculturalidade do mundo globalizado atual? Uma religião como o cristianismo não seria uma pretensão intolerante de se julgar “dona da verdade”? Deixo estas perguntas.

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