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28 de junho de 2016

TEMER NÃO PODE SE REBAIXAR AOS NÍVEIS DEPLORÁVEIS DE LULA E DILMA

Não dá para aceitar que Temer seja pior que Dilma e Lula
O momento atual da Operação Lava Jato revela em tintas fortes a evolução do esquema de corrupção montado na política nacional que atingiu o seu ápice nos anos petistas e envolve os principais partidos nacionais, embora não tenha ainda oficializadas as delações da OAS e da Odebrecht, mas com a citação do presidente Temer, o ambiente institucional, além de muito complexo, fica mais tumultuado e torna o amanhã ainda mais imprevisível. Na Justiça, diz-se, ninguém é culpado antes de ser julgado. Mas na opinião pública passa-se de modo diferente. Valem as aparências. É nesse campo, antes dos tribunais, que o governo provisório estará jogando sua razão de ser nos próximos tempos. A sociedade já mostrou cabalmente que rejeita a corrupção e a impunidade, daí, como se comportará perante a avalanche de denúncias que só aumentam a cada dia? Em decorrência da gigantesca crise nacional, em nome da governabilidade, em busca de alguma luz no fim do túnel e de um mínimo de estabilidade, até onde irá a sua tolerância? A opinião pública acompanha com milimétrica lupa o contencioso entre o Congresso e a PGR, entende que o acirramento de ânimos entre as duas instituições desserve os interesses nacionais mais legítimos, mas espera que a solução do impasse se dê de forma republicana, sem o apelo ao “acordão”, como era contumaz na era Lula/Dilma. Com a mesma lupa observa o posicionamento do Supremo, que reavaliará brevemente a restrição às liberdades depois de condenação em segunda instância colegiada, um avanço incontestável e inalienável no combate à corrupção e à impunidade. A encruzilhada histórica que o Brasil vive hoje não é do governo Temer, mas a luta contra a corrupção, independente de quem esteja no governo. As saídas da crise são constitucionais, passam necessariamente pelo que a Constituição disser. Novas eleições não estão na Constituição. Isso sim seria golpe. As instituições públicas brasileiras já estão maduras o suficiente para evitarem soluções extraconstitucionais em qualquer crise. Dilma para a maioria da população brasileira é o exemplo vivo e concreto de mal intolerável. Temer pelo que herdou de protagonistas e de práticas do governo anterior, é o mal necessário, mas que precisa ser depurado urgentemente. O governo Temer, não pode ser tão sujo, quanto foram as gestões de Lula e Dilma.

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