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31 de dezembro de 2015

A CULPA É DA MAIORIA DOS ELEITORES

Parte do povo é causa de Lula e Dilma fazerem do governo federal
um antro de corrupção e cabide de emprego para parasitas petistas
Tornou-se consenso de que o eleitor é responsável pelos políticos que fazem trapaças com dinheiro público por ser ele quem “faz o político”. Sempre ao se aproximar das eleições, começa um bombardeio de propaganda e vinhetas com o objetivo de cobrar do eleitor o exercício da cidadania por meio do chamado voto consciente. Até da Justiça Eleitoral aparecem mensagens reiteradas no mesmo sentido que, definitivamente, extrapola seu papel institucional. Nesse aspecto da cidadania ninguém diz que o cidadão deveria participar antes para influenciar numa boa escolha dentro dos partidos. A escolha de candidatos é feita por dois os três dirigentes dos partidos. Todos, indistintamente, agem assim. Selecionam seus fanfarrões por considerarem puxadores de voto. São líderes comunitários, da religião, das bizarrices da televisão, até as vítimas de violência de caso de grande repercussão. Não existe nenhuma correlação entre o que o candidato fez na carreira com sua posição política. Por exemplo, qual fora a posição de Walter Socorrinho e do Rui Porquinho com relação aos casos da Máfia das Mochilas e Quadrilha das Mochilas? Não se sabe nada sobre a posição deles sobre a privatização da Emasa, ou sobre o crime da Vassoura de Bruxa; enfim, sobre nada, simplesmente porque eles nunca deram uma opinião. Parece fazer parte dessas atividades não opinar sobre nada. Depois dessa leva de anencéfalos ser escolhida, aí lhes atribuem a responsabilidade pela qualidade de quem você vai ficar lá em cima. Alguns defendem que a propaganda eleitoral e os debates existem para os candidatos mostrarem suas propostas e programas de governo no percurso até a eleição. Pelo contrário: essas propagandas tornam-se um festival de acusações, ofensas e baixaria. Nas eleições de 2016, teremos candidatos à Prefeitura de Itabuna, que vão entrar num estúdio como se estivesse entrando num ringue. Todos os candidatos dizem que seus governos darão prioridade à saúde, à educação, à segurança, à diminuição de impostos; aos portos médicos, à geração de emprego e renda, às feiras livres e às estradas vicinais; ao salário, aos bolsas-tudo; às creches, aos jovens, às crianças, aos adultos e idosos. Só se esquecem do significado de que a prioridade de uma coisa em função de outras. Esquecem até da velha máxima de “quem prioriza tudo, não prioriza nada”. 

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