Trief

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28 de maio de 2010

WAGNER GASTA MAIS EM PROPAGANDA QUE EM SEGURANÇA

Segundo notícia publicada no jornal Folha de São Paulo, o governo baiano gastou nos últimos 12 meses, 108 milhões e 500 mil reais em propaganda, criando no mundo virtual, uma Bahia que não existe na realidade. No mesmo período, gastou 26 milhões e 600 mil reais no combate a violência, ou seja, aplicou um quarto em segurança pública do que gastou em publicidade do governo. Por conta de distorções como esta, é que a violência na Bahia explodiu, com a morte de mais de 4 mil pessoas nesse período, entre elas, vários agentes da segurança pública, como policiais civis, militares e delegados. Além dos gastos exorbitantes do Governo, muitos gastos feitos na propaganda, fogem à justificativa de informar a população sobre a gestão e estabelecem vínculo com campanha eleitoral, como é o uso na narração de comerciais do governo baiano, do ator que fez o mesmo papel na campanha de Lula. Outros gastos irrisórios do governo da Bahia, é com a saúde pública, que está completamente sucateada, só funcionando no mundo imaginário criado pela propaganda de Jaques Wagner.

POLÍCIA CONCLUI INVESTIGAÇÃO DE MORTE DE DELEGADO

A polícia baiana deu como concluídas as investigações sobre o assassinato do delegado de Camaçari Clayton Leão, ocorrido na manhã ontem na estrada Cascalheira, na região metropolitana de Salvador. Em entrevista na sede da Secretaria de Segurança Pública (SSP), o secretário César Nunes e o delegado-chefe, Joselito Bispo, apresentaram os três acusados do crime e afirmaram estar convencidos de que a motivação foi uma tentativa de assalto seguida de morte, descartando a hipótese de crime de mando. Dois dos acusados, Edson dos Santos e Reinaldo Valência, foram presos ainda na noite de ontem graças à colaboração de um motorista de táxi, que teria sido vítima deles momentos antes do assassinato. Os suspeitos estavam no táxi tomado de assalto quando emboscaram o delegado. Eles foram localizados em bairros diferentes da cidade de Camaçari. Um terceiro envolvido, identificado como Magno de Menezes dos Santos, se entregou na manhã de hoje e disse que sua participação no caso foi apenas a de motorista dos criminosos. Reinaldo Valência assumiu a autoria dos dois disparos. Contou que eles tentavam furtar mais um veículo e teriam encontrado o delegado parado na estrada, falando ao telefone. No momento da abordagem, Clayton dava uma entrevista ao vivo, pelo celular, a uma emissora de rádio de Camaçari, dizendo que a criminalidade estava em queda no município. O crime foi ouvido ao vivo pelos locutores e ouvintes da emissora. Reinado afirmou ainda não saber que se tratava de um delegado, mas viu a arma entre as pernas de Clayton, que teria feito menção de pegá-la. Foi quando o suspeito confesso efetuou os disparos. Clayton Leão foi sepultado hoje no Cemitério do Campo Santo.

DELEGADOS CRITICAM "FALTA DE DIRETRIZES" NA SEGURANÇA BAIANA

A Associação dos Delegados de Polícia do Estado da Bahia (ADPEB) divulgou nesta quinta-feira (27) uma nota lamentando a morte do delegado Clayton Leão, na manhã de ontem. Na nota, assinada pela diretora Sônia Pinto Gomes, é criticada a falta de "diretrizes concretas" na segurança baiana. "A morte de mais um colega, a segunda este ano, seguida também de grave atentado a vida da Delegada da 6ª Delegacia, também ocorrido recentemente, corrobora com a afirmativa de que estamos convivendo com um sistema de segurança pública que sangra na sua própria carne, expondo aqueles que, na linha de frente, tentam garantir o direito constitucional de prestar segurança a sociedade", segue a nota. Pedindo soluções das autoridades, a nota pergunta ainda "a quem interessa o caos na segurança pública". Finalizando, a nota deseja solidariedade à família de Clayton Leão e diz que a polícia civil baiana está de luto.

ACUSADO DE MATAR MENINA DE 6 ANOS EM ILHÉUS É PRESO

O acusado de matar uma menina de seis anos em Ilhéus, no sul do estado, foi preso nesta quarta-feira (26), segundo divulgou a Secretaria de Segurança Pública. João Marcos dos Santos Bonfim, 22 anos, tentava balear um desafeto quando atingiu a menina Larissa Alves de Andrade, no último dia 12. Segundo a polícia, João Marcos e seu cúmplice, William Oliveira de Sousa, têm envolvimento com o tráfico de drogas. O último morreu no dia 24 em uma troca de tiros com a Polícia Militar. Em depoimento, João Marcos disse que ele e o comparsa tentavam matar um traifcante rival, Tiago, que foi avistado no bairro Teotônio Vilela. Eles atiraram contra o homem no meio da rua e atingiram Larissa, baleada na cabeça, no tórax e na barriga, e uma adolescente de 12 anos, atingida na perna. William Sousa foi localizado já na segunda (24), entre Salobrinho e Itabuna, e reagiu à abordagem da Polícia Militar atirando. Na terça, os investigadores descobriram onde estava João Marcos - na zona rural de Igrapiúna -, mas o traficante conseguiu fugir. Ele foi preso ontem, com apoio da PM. Ele está preso na delegacia de Ilhéus.

PROJETO AUMENTA PERÍODO DE INTERNAÇÃO DE ADOLESCENTE INFRATOR

A Câmara analisa o Projeto de Lei 7008/10, do deputado William Woo (PSDB-SP), que aumenta o período mínimo de internação de adolescentes infratores punidos com pena de reclusão. A proposta, que modifica o Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei 8.069/90), torna obrigatória nesses casos a internação até os 21 anos de idade. A medida vai atingir os jovens que cometem atos infracionais graves. Ato infracional grave é aquele que envolve o uso ou a ameaça de uso de violência. Hoje, o Estatuto da Criança e do Adolescente estabelece que a internação não pode exceder três anos, em todos os casos. A proposta de William Woo mantém essa regra apenas para os crimes cuja pena não é de reclusão. A desinternação também continuará dependendo de autorização judicial, depois de ouvido o Ministério Público. O deputado explica que o objetivo do projeto é adequar a lei a entendimento do Supremo Tribunal Federal, segundo o qual as internações previstas no ECA podem ser mantidas até os 21 anos. "A medida sócio-educativa de internação, aplicável a adolescentes que tenham cometido ato infracional mediante grave ameaça ou violência a pessoa, deve ser cumprida em sua integralidade", disse.

ERRO DA PREFEITURA PREJUDICA DISCUSSÃO DA LDO

A Câmara Municipal promoveu, nessa quarta-feira (26), audiência pública para discutir, junto com a comunidade, a proposta de Lei de Diretrizes Orçamentárias para o exercício de 2011. Mas, apesar da inédita participação de vários segmentos da comunidade, representados em conselhos e associações, não foi possível aos participantes aprofundar o debate, já que o governo não juntou à mensagem o anexo explicitando os seus objetivos e metas para o ano fiscal de 2011. De acordo com o vereador Wenceslau Júnior, a prefeitura só encaminhou na mensagem, anexos referentes a conceitos que já constam da Lei de Responsabilidade Fiscal, além de diretrizes fiscais que não esclarecem como o município pretende gastar os milhões de reais que comporão o orçamento do próximo ano. “Assim, ficou prejudicada qualquer análise dessa matéria. Vamos encaminhar um requerimento pedindo que a prefeitura disponibilize esses anexos, para então aprofundarmos a discussão”, observou Wenceslau. A Câmara marcou uma segunda audiência para o dia 16 de junho, quando, imagina-se, o município já terá tido tempo para encaminhar os documentos que faltaram. Esse entendimento foi defendido por todos os vereadores presentes à reunião – Wenceslau Júnior, Clóvis Loiola, Claudevane Leite e Solon Pinheiro – e pelos representantes das entidades presentes. PARTICIPAÇÃO EXPRESSIVA - Apesar da impossibilidade de discussão da LOMI, a audiência serviu para um debate sobre a necessidade de fortalecimento dos conselhos municipais. Participaram da audiência representantes dos conselhos de Educação, dos direitos das mulheres, de alimentação escolar, além da União Brasileira de Mulheres (UBM). “Conseguimos reunir aqui uma boa quantidade de representantes de conselhos e associações, sem falar na gente do povo. E fizemos uma boa discussão sobre o melhor atendimento à comunidade por meio desses conselhos, que fazem o acompanhamento das ações da administração e da prestação dos serviços públicos”, completou o vereador.

POR UM PAC DO CACAU PARA TODOS

Louvem-se os esforços dos governos federal e estadual, mas o PAC do Cacau - Programa de Aceleração do Desenvolvimento da Região Agrícola Cacaueira – que acaba de completar dois anos, precisa de novos impulsos para se concretizar realmente como um plano de ação destinado a salvar a lavoura cacaueira do nosso Estado. E mais ainda, a assegurar o futuro dessa importante atividade agrícola, que há mais de 250 anos gera riqueza para o país e para a Bahia, tendo sido durante dois séculos o nosso principal produto de exportação, fonte das divisas que impulsionaram outros setores da economia baiana. O PAC do Cacau tem que deixar de ser uma esperança, uma expectativa, e se tornar cada vez mais uma realidade, notadamente para os 250 mil trabalhadores rurais, que perderam, gradativamente, seus postos de trabalho e passaram a viver à margem da atividade agrícola regular, encarando a falta de emprego e o sub-emprego. A recuperação da lavoura do cacau vai representar muito mais que a recuperação do emprego desse numeroso contingente. Vai, na verdade, devolver a dignidade a famílias inteiras que nas fazendas de cacau tinham, além do trabalho, a casa, a escola e os meios para oferecer um futuro esperançoso a seus filhos. O programa ainda é uma esperança. Não há um clima de desilusão entre os produtores, mas não podemos deixar de chamar a atenção à necessidade de se injetar ânimo novo nele, que são os únicos agentes com real conhecimento daquilo que é necessário para a recuperação da lavoura. Esse novo impulso, entendo, está diretamente relacionado com a ampliação daquilo que o PAC oferece como alternativa para que produtores escalonem suas dívidas e recebam incentivos para replantar e produzir. Os quase 3 bilhões de reais previstos pelo PAC do Cacau para aplicação nas regiões sul e sudeste da Bahia, devem realmente chegar aos agricultores em condições mais favoráveis de crédito e prazo. São cerca de 30 mil e a maior parte está ainda endividada e sem alternativa de, ao menos, se candidatar a qualquer das operações previstas pelo PAC. Acertar o passivo desses produtores e oferecer crédito para que reestruturem suas lavouras é condição básica para que a região volte a ter esse prometido novo ciclo de desenvolvimento. Como pequeno produtor, tenho mantido cotidianamente contato com meus pares e sinto que a aflição é grande. A maioria teve que recomeçar do zero, após o advento nefasto da praga da vassoura de bruxa, que devastou os cacauais a partir da década de 80, do século passado. É uma lavoura que demora 8 anos para maturar e render seus primeiros frutos. Um longo tempo de espera e de agonia para quem perde tudo de “uma hora para outra”, ação que ocorreu com quase todos os produtores, a partir do alastramento da praga. Tenho a convicção de que a solução para a lavoura cacaueira está mesmo é no cacau. É nesse fruto generoso e nessa lavoura agro-florestal, que há séculos produz riqueza sem destruir a natureza e preservando a mata atlântica, que estão nosso rico passado e nosso promissor futuro. Mas para isso é necessário que o presente ofereça reais condições de se reconstruir a autoestima do produtor e a dignidade do trabalhador. As dificuldades geradas pela devastação da lavoura cacaueira levaram toda a região sul da Bahia a sofrer graves conseqüências como o desemprego e, por tabela, a freqüentar os noticiários relacionados com a violência urbana. Não podemos ser destaque como campeões da violência, fruto dos graves problemas sociais gerados pela devastação sofrida pelas fazendas de cacau vitimas da vassoura de bruxa, mas sim voltar a se destacar como região geradora de bens, de oportunidades e capital, com repercussão positiva em toda a Bahia. Foi assim em passado não tão distante e deve voltar a ser assim o mais rápido possível. Não temos tempo a perder. E isso só depende da união de todos nós, do trabalho de cada produtor, de cada agricultor, de cada mulher ou homem do campo. E também da vontade política. Todos juntos e tudo junto por uma PAC do Cacau que contemple a todos. (Felix Mendonça Junior - Empresário e produtor rural).

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