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4 de novembro de 2026

NOS ÚLTIMOS DEZ ANOS, APENAS OITO MULHERES FORAM ELEITAS VEREADORAS EM ITABUNA

As mulheres são maioria da população itabunense, mas estão em vertiginoso menor número entre os políticos eleitos.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE), possui estatística com 77.763 mulheres habilitadas a votar contra 63.451 homens aptos em Itabuna, que possui o total de 141.218 eleitores. E sempre as mulheres foram maioria na quantidade do eleitorado itabunense. Mas ser maioria do eleitorado nunca fez as mulheres serem maioria de votos e eleitas em Itabuna. Nas eleições de 2022, apenas uma mulher (Wilma) foi eleita para o Poder Legislativo na maior cidade sulbaiana.

Além disso, ao longo dos últimos dez anos da história das eleições em Itabuna, apenas oito mulheres foram eleitas para a Câmara Municipal da cidade. E essa realidade não tem mudado, mesmo diante de mecanismos como a política de cotas, que determina que os partidos apresentem, no mínimo, 30% de candidaturas de cada sexo e Andréa Castro ter sido a única mulher na história de Itabuna, a ser eleita deputada estadual, embora mais itabunenses tenham sido candidatas a deputadas estadual e federal na eleição de 2026.

A sub-representação permanece. Porque o problema não está apenas em permitir que mulheres se candidatem, mas em enfrentar uma cultura que, durante décadas em Itabuna, repetiu que política seria lugar de homem e que ainda encontra novas formas de dizer que “lugar de mulher não é na política”. Mas entre as mulheres que se candidataram nessas últimas eleições, as perspectivas favorecem a hipótese de que mais de três a quatro mulheres serão eleitas para a Câmara Municipal em 2028 – quantidade pioneira, motivadora e histórica!

Representatividade feminina na política é importante para que sejam pensadas políticas públicas. Com mais mulheres na Câmara, maior a chance de serem planejadas políticas de saúde, segurança ou sociais direcionadas a elas. Torcemos para que mais mulheres ocupem todos espaços na sociedade, sobretudo aqueles dos quais elas foram historicamente excluídas. A sociedade itabunense, toda ela, só tem a ganhar.

É preciso olhar para mulheres que defendem os direitos das mulheres, apoiar suas candidaturas e construir redes de fortalecimento. Conquistar o direito ao voto foi um passo. Fazer com que mulheres também estejam onde as decisões são tomadas é o próximo.

As únicas oito mulheres eleitas em Itabuna, para o cargo de vereadora, foram as seguintes:  Regina (1996), Neyva Monteiro (2000) - em 2004 nenhuma mulher foi eleita -, Rose Castro (2008), Enfermeira Carmem e a policial Valéria (2012), Charliane Souza (2016), Wilma (2020) e a única vereadora reeleita Wilma (2024).

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