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21 de outubro de 2026

PSD SAI MENOR DA ELEIÇÃO E NEUTRALIDADE PODE GARANTIR ESPAÇO COM FLÁVIO OU LULA

O PSD dobrou o número de governadores eleitos no primeiro turno em relação a 2022, mas ficou com menos da metade das cadeiras que ocupava no Senado, perdeu espaço na Câmara dos Deputados e perdeu a eleição em estados de peso como Paraná, Rio de Janeiro e Minas Gerais.

    Gilberto Kassab, de terno azul-marinho e camisa branca sem gravata, aparece em foco no centro da imagem, com expressão séria. Ao redor dele há outras pessoas, a maioria desfocada. Em primeiro plano, também desfocado, um homem de cabelos brancos e terno cinza aparece de perfil: é Ronaldo Caiado. Ao fundo, uma parede clara com uma faixa laranja.

O PSD chega ao fim das eleições 2026 tendo mais motivos para lamentar do que para comemorar. O partido comandado por Gilberto Kassab dobrou o número de governadores eleitos no primeiro turno em relação a 2022, mas sofreu revezes em áreas estratégicas: ficou com menos da metade das cadeiras que ocupava no Senado, perdeu espaço na Câmara dos Deputados e teve desempenho inexpressivo na disputa presidencial. Além disso, a legenda perdeu a eleição em estados de peso como Paraná, Rio de Janeiro e Minas Gerais.

O balanço expõe os limites do projeto nacional do presidente da sigla e também coloca em questão a capacidade de converter a presença regional em influência política para negociação com o vencedor do segundo turno na disputa presidencial.

Nos últimos anos, Kassab repetiu que o PSD é um partido de centro-direita, contudo, o partido esteve ao lado do PT em coligações de dez estados, incluindo as que reelegeram Jerônimo Rodrigues (PT), na Bahia; Elmano de Freitas (PT), no Ceará; e Rafael Fonteles (PT), no Piauí. Ou seja, a estratégia da sigla inclui apoios à direita e à esquerda, dependendo do contexto estadual.

"Numa eleição polarizada, quem não tem marca nacional não transfere voto para os candidatos regionais, que acabam disputando sob a bandeira de quem polariza", disse Lucas Fernandes, coordenador de análise política federal na BMJ Consultoria.

"Ainda existe espaço para uma legenda de centro que negocie com os dois lados, mas ele depende de bancada e de governos estaduais, e o PSD sai da eleição menor do que entrou", acrescentou.

No segundo turno, no próximo domingo (25), o PSD decidiu ficar neutro e liberou os diretórios estaduais. Para Fernandes, a decisão preserva a possibilidade de negociar com qualquer um dos dois candidatos, mas em condições diferentes. A direção do PSD tem afirmado que "o partido segue sua trajetória de crescimento e já se consolida como a principal legenda de centro do país".

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