O PL, do clã Bolsonaro, ganhou 23 deputados nas eleições de domingo (4) e formou uma bancada de 121, a maior da Câmara dos Deputados desde a eleição de 1986. Os parlamentares tomarão posse em 1º de fevereiro. O PT, do atual presidente Lula, foi de 65 para 70 deputados eleitos e, junto com a federação formada com PCdoB e PV, será a segunda força entre os partidos.
Junto com PDT,
Psol, Rede e PSB, a esquerda representará 24% da Câmara -124 deputados, quase o
mesmo número do PL sozinho. A direita ainda conta com o Novo, que elegeu dez
representantes.
Já o centrão
diminuiu de tamanho, mas pode crescer com a adesão de deputados de partidos que
não atingiram a cláusula de desempenho (regra que exige uma votação mínima pelo
país para que a legenda continue a ter direito a propaganda eleitoral na TV e
rádio e aos recursos do fundo partidário).
A federação entre
União Brasil e PP, que hoje contabiliza 98 deputados federais, caiu para 87. O
Republicanos do presidente da Câmara, Hugo Motta (PB), foi de 42 para 41. O PSD
diminuiu de 48 para 43 e MDB de 38 para 36. Apesar disso, esse grupo de
partidos continuará a ditar os rumos do país e a ser o fiel da balança nas
votações. Sem eles, PT ou PL não serão capazes de formar maioria para aprovar
projetos de lei.
O resultado das
eleições da Câmara ainda impacta na vitalidade dos partidos políticos: 95% do
fundo partidário é repartido conforme o tamanho das bancadas, enquanto 83% do
fundo eleitoral, que somou R$ 5 bilhões em 2026, também depende do desempenho
nas eleições para a Casa.
A propaganda
eleitoral na televisão e rádio também é proporcional ao número de deputados
federais da sigla. O partido que não ultrapassar um número mínimo de votos para
a Câmara ou de deputados eleitos, a chamada cláusula de desempenho, fica sem
acesso ao fundo partidário e a propaganda eleitoral.
Os deputados ainda
dominam a maior parte das emendas parlamentares ao Orçamento, que somaram R$ 50
bilhões neste ano. As comissões da Câmara tiveram R$ 8 bilhões para indicar
(valor que é distribuído de forma diferente entre cada congressista, de acordo
com suas relações políticas).
Além disso, cada deputado também alcançou R$ 40 milhões em emendas individuais ao Orçamento, que são de execução obrigatória pelo governo federal. Ainda há uma parcela de R$ 11,22 bilhões em emendas das bancadas estaduais que é definida pelos interesses dos deputados.
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