O PDT estuda formar uma federação com outro partido depois de não atingir a cláusula de barreira na eleição de 4 de outubro, e o PSB aparece como o parceiro mais provável. A decisão, porém, só deve sair depois do segundo turno da disputa presidencial, marcado para o próximo domingo (25). A chance de o partido fechar uma federação é grande. Além do PSB, estão entre as opções avaliadas o Avante e as atuais federações PRD/Solidariedade e Rede/PSOL.
O
PDT foi um dos sete partidos que ficaram abaixo da cláusula de barreira, regra
que exige um desempenho mínimo nas eleições para a Câmara dos Deputados. As
legendas que não alcançam esse patamar perdem acesso ao dinheiro do Fundo
Partidário e ao tempo gratuito de propaganda no rádio e na TV.
A
federação é uma das saídas para contornar essas perdas. Nesse modelo, dois ou
mais partidos se unem e passam a atuar como uma única legenda por pelo menos
quatro anos, somando os votos para efeito da cláusula de barreira.
De acordo com interlocutores do partido, a escolha do parceiro depende de como as demais legendas vão se posicionar no cenário político depois da eleição. Esse quadro só deve ficar claro após a definição do presidente da República, na disputa entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).
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