O PDT realizará nesta terça-feira (27), no Rio de Janeiro, uma convenção nacional que poderá definir os rumos do partido após as eleições deste ano. Entre os principais assuntos estão a possibilidade de formação de uma federação partidária, fusão ou incorporação com outras legendas. O evento será decisivo para discutir o futuro da sigla e sua atuação no cenário político brasileiro.
A
convenção também discutirá outros temas, entre eles a conjuntura nacional após
o segundo turno da eleição presidencial. O encontro acontecerá a partir das
14h, na sede da Fundação Leonel Brizola–Alberto Pasqualini, no Rio de Janeiro,
em formato híbrido, permitindo a participação presencial e virtual dos
convencionais. A convocação do evento foi assinada pelo presidente nacional do
PDT, Carlos Lupi.
Uma
das possibilidades em discussão é a formação de uma federação com o PSB,
partido que integra a base de apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva
(PT). Na Bahia, a legenda socialista não conseguiu eleger deputados estaduais
neste ano e conquistou apenas uma cadeira na Câmara Federal, com a reeleição de
Mário Negromonte Júnior.
O
PDT, por sua vez, reelegeu Félix Mendonça Júnior para a Câmara e conquistou
cinco cadeiras na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba). Uma eventual
federação entre as duas legendas abriria uma nova discussão sobre a divisão de
espaços políticos e o comando da estrutura partidária no estado.
Outra
alternativa que circula nas articulações é uma aproximação com o Avante,
comandado na Bahia por Ronaldo Carletto. A legenda saiu das urnas fortalecida
no estado, com três deputados federais e cinco estaduais eleitos. A urgência
das negociações está relacionada à cláusula de desempenho eleitoral. O PDT não
alcançou, sozinho, os requisitos estabelecidos para as eleições deste ano, o
que compromete seu acesso ao Fundo Partidário e à propaganda partidária gratuita
no rádio e na televisão.
Para
superar a cláusula em 2026, os partidos precisavam eleger pelo menos 13 deputados
federais distribuídos por nove unidades da federação ou alcançar 2,5% dos votos
válidos nacionais para a Câmara, com votação mínima de 1,5% em nove unidades da
Federação.
O
PSB, diferentemente do PDT e do Avante, conseguiu superar a cláusula de desempenho.
Por isso, uma união com os socialistas surge como alternativa para fortalecer a
estrutura nacional pedetista.
Além de discutir as alternativas partidárias, a convenção poderá autorizar a Executiva Nacional a concluir negociações e aprovar manifesto, estatuto, programas regionalizados e até o nome de uma eventual federação. O encontro ocorrerá dois dias depois do segundo turno presidencial, quando o PDT terá um cenário político mais definido para avaliar suas alianças e estratégias para os próximos anos.

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