Amigos candidatos nunca devem esperar que somente eles possuem amigos e que são mais merecedores do voto, que os amigos dos amigos, que são mais persuasivos, solícitos, próximos e mais pertinentes!
Ao longo das minhas mais de quatro décadas de ativismo político e partidário, testemunhei muitos candidatos derrotados, lamentando a baixa votação obtida nas eleições, afirmando que os amigos os traíram e as pessoas que eles ajudaram foram ingratas com eles. Mas essas são afirmações que não correspondem com os fatos. Nem sempre o voto é conexo a relação de amizade, ou condicionado ao assistencialismo!
O sujeito que perdeu a eleição por ter obtido apenas 50 votos (dos mais de 500 esperados), não significa que ele possui somente 49 amigos (já que um dos votos foi dele mesmo) e talvez sua quantidade de amigos supere o contingente de cinco mil entre parentes, aderentes, amigos e conhecidos. Mas numa cidade com centenas de candidatos, milhares eleitores são amigos e devem favores a dezenas deles!
Portanto, o amigo eleitor que não apoiou e nem votou no amigo candidato a vereador, teve motivos que fizeram ele optar por outras alternativas de votação: optou por um amigo mais próximo e atencioso, mais necessitado do voto e com melhores condições de ganhar a eleição; mais qualificado e solícito; mais persuasivo e alinhado ideologicamente e estes fatos não significam, que a amizade deixou de existir!
O amigo de verdade não está no condicionamento de questões eleitorais; o amigo vascaíno no meio da torcida do Vasco, não deixa de ser amigo do flamenguista que não deve o acompanhar alí; o amigo sincero não come maxixe, ou jiló cozido pelo amigo cozinheiro e essas são metáforas, que explicam o fato dos amigos nunca deixarem de ser amigos por conta de futebol, iguarias e política!
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