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9 de outubro de 2026

MINISTROS DO STF ESTÃO TEMEROSOS DE IMINENTE IMPEACHMENT

No cenário de Flávio vencedor, o STF deixará de ser instrumentalizado pela Esquerda e os ministros Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Gilmar Mendes e Cristiano Zanin, vão estar na mira dos afastamentos!

A eleição no domingo (4) fez surgir uma bancada fortemente favorável a transformar o Congresso Nacional e em especial no Senado, numa trincheira de oposição aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), que usam a instituição como instrumento partidário, político e de manobras de interesses do presidente Lula e ataques ao bolsonarismo e Direita. O fato é que é concreto o risco de impeachment de integrantes da corte já no primeiro semestre de 2027.

O Senado, cujo presidente é o responsável por dar ou não andamento a processos de impeachment contra ministros do Supremo, terá ao menos 49 parlamentares que defendem o afastamento de magistrados do tribunal, sendo que a abertura de um procedimento dessa natureza exige 54 votos.

Contra a possibilidade de afastamentos e com consciência de que será uma tarefa difícil evitá-los, o presidente do STF, Edson Fachin, terá que enfrentar grandes desafios de cooptação, pois desde o início deste ano a Corte tem sido submetida a uma escalada de desgastes derivados da crise do Banco Master.

Com a integridade moral de seus membros posta em dúvida, o tribunal avalia que, independentemente de quem for o vencedor da disputa presidencial - Lula (PT) ou Flávio -, o Supremo vai continuar a ser um dos principais focos de tensão da política nacional.

A leitura é a de que o tribunal terá dificuldade de sair dos holofotes, especialmente com uma "bancada anti-STF" ativa no Congresso, capaz de encampar pautas que restrinjam poderes da corte, como projetos para limitar decisões individuais e propostas que facilitem a tramitação de pedidos de impeachment.

Um dos momentos decisivos é esperado para fevereiro, quando o Congresso iniciará os trabalhos sob nova composição e elegerá a mesa diretora do Senado. A definição dos dirigentes da Casa é considerada crucial para que ministros tracem estratégias para evitar ou retardar esse tipo de procedimento.

O entorno do ministro Alexandre de Moraes, por exemplo, teme que, com a composição que se definiu para o Congresso, ele nem chegue a assumir a presidência do Supremo em setembro de 2027, em substituição a Fachin.

Já interlocutores do ministro Flávio Dino, que é do mesmo grupo de Moraes, Gilmar Mendes e Cristiano Zanin, também avaliam que ele pode ser uma das primeiras "vítimas" de um Congresso majoritariamente bolsonarista.

Para essa ala do STF, outro receio é quanto ao número de indicações que o novo presidente da República terá. No próximo mandato, três ministros se aposentam: Luiz Fux em 2028, Cármen Lúcia em 2029 e Gilmar Mendes em 2030, além da vaga já aberta com a aposentadoria antecipada de Luís Roberto Barroso.

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