O MDB está dividido no segundo turno da eleição presidencial. Dos 27 diretórios estaduais do partido, 17 declararam apoio a Flávio Bolsonaro (PL), enquanto dez anunciaram que estarão ao lado de Lula (PT). Em um estado, os filiados foram liberados para votar no candidato de sua preferência.
A divisão ficou
evidente na terça-feira (13). Em evento realizado em São Paulo, o presidente
nacional do MDB, Baleia Rossi, anunciou o apoio da maioria dos diretórios
estaduais a Flávio Bolsonaro. O candidato participou do encontro, que reuniu
representantes desses estados.
Veja a divisão
abaixo:
Apoiam Flávio
Bolsonaro os diretórios do MDB em 16 estados e no Distrito Federal: São Paulo,
Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Rio
Grande do Norte, Mato Grosso, Distrito Federal, Goiás, Amapá, Acre, Tocantins,
Roraima, Espírito Santo e Mato Grosso do Sul.
Apoiam Lula os
diretórios do MDB em dez estados: Amazonas, Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão,
Pará, Pernambuco, Piauí, Paraíba e Rondônia.
O MDB de Sergipe
liberou seus filiados para votar no candidato de sua preferência. Apesar disso,
o presidente nacional, Baleia Rossi, disse que o diretório enviou um
representante ao encontro com Flávio Bolsonaro, em São Paulo. Com isso, ele
subiu o número de 16 para 17 apoios a Flávio Bolsonaro.
Baleia Rossi
listou cinco pontos que, segundo ele, estão alinhados às propostas de governo
de Flávio Bolsonaro: responsabilidade com os gastos públicos; valorização do
agronegócio; fortalecimento dos estados e municípios, segurança pública e
combate ao crime organizado; pacificação nacional e defesa da democracia.
Direcionado a Flávio Bolsonaro, baleia disse:
"O eleitor
foi às urnas no primeiro turno e escolheu a mudança. E depositou em você a
esperança de ter uma vida melhor. Por isso, ao lado dos nossos deputados
federais e estaduais, da nossa militância, estamos aqui pra desejar um arranque
final. Vamos ter uma grande vitória, que é a vitória da mudança no nosso
país."
Do outro lado, os
diretórios do MDB que declararam apoio a Lula estão concentrados nas regiões
Nordeste e Norte. Nesses estados, o partido reúne lideranças políticas
influentes, como as famílias Calheiros, em Alagoas, e Barbalho, no Pará, que
estiveram ao lado do presidente ao longo de seu terceiro mandato.
2º turno em 25 de
outubro
Flávio Bolsonaro e
Lula foram os dois candidatos à Presidência da República mais votados no 1º
turno, disputado no dia 4 de outubro. O senador teve 47,03% dos votos válidos,
enquanto o atual presidente, 45,16%. A distância de 1,87 ponto percentual,
segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), foi a menor da história em
um 1º turno.
Eles deixaram para
trás Augusto Cury (Avante), Renan Santos (Missão), Ronaldo Caiado (PSD), Romeu
Zema (Novo), Edmilson Dias (PCB), Hertz Dias (PSTU), Samara Martins (UP),
Wilson Grassi (Democrata), Clariana Barão (DC) e Rui Costa Pimenta (PCO), que
anunciaram suas posições para o 2º turno. Veja abaixo:
Flávio Bolsonaro recebeu apoio de: Cury,
Zema, Caiado e Clariana Barão;
Lula recebeu apoio de: Edmilson Costa,
Hertz Dias e Samara;
Outros dois candidatos tiveram posições de
neutralidade: Rui Costa Pimenta orientou voto nulo, já Renan Santos liberou os
apoiadores. Wilson Grassi não se posicionou.
Flávio conta com o
apoio de dois candidatos que tiveram mais votos: Cury recebeu 2,89% dos votos
válidos e Caiado, 2,18%. Neutro, Renan Satnos teve 2,24% e os demais tiveram
menos de 1% dos votos.
Entre os partidos
brasileiros, Flávio Bolsonaro tem os apoios de Avante, DC, NOVO, Podemos, PP,
PRTB, Republicanos e União Brasil. O PL estava em chapa puro-sangue no 1º
turno.
Já Lula recebeu orientações de voto a seu favor de PCB, PSTU e UP, que não estavam em sua aliança de 1º turno, formada por PCdoB, PDT, PSB, PSOL, PV e Rede.
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