O Departamento de Estado dos Estados Unidos enviou um documento oficial reafirmando que o governo de Donald Trump apoia o direito do povo brasileiro de escolher seus representantes em eleições livres e justas. A diplomacia americana destacou o compromisso de manter o diálogo e a cooperação com o governo eleito no Brasil em temas de segurança, comércio recíproco e investimentos.
A manifestação da
Casa Branca ocorreu em reação à série de questionamentos enviados por
congressistas norte-americanos. Em setembro, trinta e um parlamentares enviaram
uma carta acusando o governo Trump de tentar influenciar o pleito brasileiro
por meio de pressões econômicas, políticas e diplomáticas. A cobrança por
garantias de que os EUA aceitariam o resultado das urnas foi reforçada por
senadores democratas e por um segundo grupo de doze deputados após a realização
do primeiro turno.
Além de tratar das
eleições, o Departamento de Estado defendeu as ações restritivas aplicadas
contra alvos brasileiros. A diplomacia dos EUA justificou a aplicação da Lei
Magnitsky contra o ministro Alexandre de Moraes, ocorrida em julho de 2025,
alegando a existência de evidências de "graves violações dos direitos
humanos". O órgão acusou o magistrado de autorizar prisões preventivas
injustificadas e emitir ordens sigilosas a redes sociais para banir contas de
opositores. O nome de Moraes foi retirado da lista de sancionados em dezembro
de 2025.
Além disso, o governo norte-americano manteve a defesa da classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. O Departamento de Estado afirmou que os grupos operam com extrema violência e constituem uma ameaça à segurança regional e aos próprios Estados Unidos.

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