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28 de outubro de 2026

ALIADOS DEFENDEM SAÍDA DE FLÁVIO DO BRASIL

Nikolas Ferreira (PL-MG) questionou a segurança de opositores no Brasil: “Se um candidato a presidente que recebe 60 milhões de votos precisa sair do país, que segurança tem um cidadão comum que se opõe ao atual regime?”

Aliados de Flávio Bolsonaro defenderam nas redes sociais a saída do senador do Brasil e atribuíram a Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), a responsabilidade pela ida aos Estados Unidos. O senador eleito pelo Paraná Deltan Dallagnol (Novo) disse que havia conversado com Flávio no domingo à noite e que, na ocasião, o senador afirmou que ficaria no Brasil.

"Mas naquele momento a gente ainda não sabia da perseguição que estava sendo instaurada quando o ministro Alexandre de Moraes mandou apreender o passaporte dele", afirmou Dallagnol. Sergio Moro (PL), eleito governador do Paraná, também se manifestou. Inicialmente, o senador publicou no X uma mensagem em que questionava o pedido de apreensão do passaporte de Flávio Bolsonaro.

"Em que tipo de país o candidato da oposição à presidência, que teve 59 milhões de votos, tem o seu passaporte apreendido no dia seguinte à eleição? O Brasil segue longe da normalidade institucional", escreveu. Minutos depois, Moro editou a publicação para defender a possível saída do Brasil. "No contexto, Flávio deixar o país é compreensível."

A saída de Flávio do país também foi tratada por outros aliados como consequência de ações do ministro do STF. O deputado Carlos Jordy (PL-RJ), por exemplo, afirmou que o senador teria ido aos Estados Unidos “para não ser usado como moeda de troca contra o impeachment de Moraes”. O deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO) também relacionou a suposta saída ao cenário político brasileiro. “Toda voz da oposição que se levante contra esse regime ditatorial tem que fugir do país”, escreveu.

O deputado federal Maurício Marcon (PL-RS), por sua vez, comparou o caso ao da líder opositora venezuelana María Corina Machado e afirmou que Flávio teria fugido para o exílio nos Estados Unidos. Marcon também alegou que Moraes poderia usar o senador para pressionar parlamentares a convencer o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, a não abrir um processo de impeachment contra o ministro.

Mais cedo, o líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), disse não saber se Flávio havia deixado o país, mas afirmou que, caso isso tivesse ocorrido, a decisão deveria ser compreendida. Ele também publicou uma mensagem de apoio à família do senador.

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