Após seu partido conquistar bancadas históricas no Senado e na Câmara dos Deputados, o senador Flávio Bolsonaro (PL) disse que, caso eleito presidente, terá a maioria do Congresso para "mudar a Constituição e redemocratizar esse país".
Sua campanha traz
algumas bandeiras que demandariam propostas de emenda constitucional (PECs),
como reduzir a maioridade penal de 18 para 16 anos, o fim da reeleição e
restringir poderes do Supremo Tribunal Federal (STF).
"Temos que
respeitar a política, tem várias PECs possíveis. Tem que haver uma reforma do
Judiciário. Sou a favor da diminuição da maioridade penal, tem que ser por PEC.
O fim da reeleição também tem que ser por PEC, e é o Congresso que vai decidir
se são quatro ou cinco anos (de mandato)", disse Flávio.
"Qualquer
coisa diferente disso é especulação. Vi gente dizendo que agora, com maioria,
Flávio vai fazer o que o pai (o ex-presidente Jair Bolsonaro) não fez. Para com
isso. Vamos aterrissar no mundo real", disse ainda. A partir de fevereiro
de 2027, o PL terá 28 senadores e 121 deputados - são as duas maiores bancadas
eleitas por um único partido desde a promulgação da Constituição, em 1988.
Embora esses
números sozinhos não garantam os votos necessários para alterar o texto
constitucional, especialistas dizem que um eventual governo Flávio tende a
atrair com mais facilidade votos de siglas do Centrão, que, em sua maioria,
abrigam políticos conservadores.
Para aprovar propostas de emenda constitucional (PEC) são necessários três quintos dos membros de casa Casa, ou seja, 308 votos dos 513 deputados e 49 dos 81 senadores. No caso do Senado, a bancada bolsonarista deverá contar com 44 parlamentares no próximo ano, considerando candidatos de diferentes siglas eleitos com apoio declarado de Flávio Bolsonaro.

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