Ninguém vota no candidato perfeito. Vota no candidato possível. Essa é a lógica que move a maioria das eleições no Brasil e no mundo. Não é sobre quem você admira. É sobre quem tem chance real de mudar o jogo. E aí fica a pergunta que ninguém gosta de responder em voz alta: vale abrir mão do candidato ideal para apoiar o candidato viável? Pela primeira vez em minha vida, votarei em quem em não gostaria de votar!
Votarei por
firmeza de propósito e gosto próprio, em Neto Carletto para Federal, em Andrea
Castro para deputada estadual, em Ângelo Coronel para senador, em ACM Neto para
governador e para Flávio Bolsonaro para Presidente... faltou um nome nessa
lista: o segundo voto para senador. Foi proposital, pois exemplifica o que
afirmei no início deste artigo: meu segundo voto para senador, será (sem gostar)
para João Roma.
Paradoxalmente
votarei em João Roma, para ajudar a derrotar seus adversários petistas, pois
pior que votar em político predador, que usa e abusa dos recursos do PL para
beneficiar parentes e aderentes e que fez o maior partido do Brasil se tornar
insignificante nas eleições municipais na Bahia em 2022, é votar em petistas, comunistas;
em branco, nulo, ou se abster, é “...ver triunfar as nulidades e prosperar a
desonra, a injustiça e agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus...”!
Não tenho a menor simpatia por João Roma. Acho ele um sujeito escroto, medíocre e maquiavélico. Mas me submeto ao despautério de “votar no menos ruim”! A política é assim. Cheia de escolhas imperfeitas, feitas por gente que também é imperfeita.
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