Os três principais nomes da chapa majoritária do PT na Bahia chegam às eleições de 2026 com patrimônio declarado superior ao informado nas últimas disputas eleitorais que cada um enfrentou. Os aumentos variam entre 87,6% e 630%, de acordo com as declarações apresentadas por Jerônimo Rodrigues, Rui Costa e Jaques Wagner à Justiça Eleitoral.
Entre os três, o maior salto foi registrado pelo
senador Jaques Wagner. Em 2018, quando disputou pela primeira vez uma vaga no
Senado, o petista declarou R$ 3.355.966,73 em bens. Na candidatura à reeleição,
o patrimônio informado passou para R$ 24.522.355,65, um acréscimo de 630% em
oito anos. O aumento representa mais de R$ 21,1 milhões em relação à declaração
anterior.
O governador Jerônimo Rodrigues, por sua vez, mais
que dobrou o patrimônio durante o primeiro mandato à frente do Estado. Em 2022,
quando concorreu ao Governo da Bahia, informou possuir R$ 515.216,13 em bens.
Agora, na disputa pela reeleição, declarou R$ 1.351.305,44, crescimento de
162,3% em apenas quatro anos e valor superior a R$ 1,35 milhão.
Já o ex-governador Rui Costa, também candidato ao
Senado, declarou patrimônio de R$ 1.264.911,31, ante R$ 674.317,43 registrados
na eleição de 2018, quando foi reeleito governador da Bahia. O aumento foi de
87,6%, equivalente a R$ 590.593,88.
Na declaração apresentada por Rui Costa neste ano, o
bem de maior valor é a participação de 50% de um apartamento, informada por R$
1.250.000,00. O imóvel fica no Mansão Bahiano de Tênis, empreendimento de alto
padrão localizado no bairro da Graça, em Salvador. Atualmente, sites do ramo
imobiliário apresentam apartamentos do mesmo padrão do ex-ministro com valores
que variam entre R$ 8 milhões e R$ 10 milhões.
As declarações de bens fazem parte da documentação obrigatória para o registro de candidatura. No caso dos petistas, constam imóveis, aplicações financeiras, veículos, depósitos bancários, e outros ativos.

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