Está chegando o ápice da política das promessas esquecidas: Há políticos que, em tempos de campanha, vestem a roupa da esperança e falam com a voz do povo. Prometem escolas novas, hospitais equipados, ruas pavimentadas, empregos e dignidade. Usam palavras bonitas, gestos ensaiados e sorrisos prontos, como se o futuro coubesse num palanque. Mas quando o poder chega, a memória se vai.
O discurso vira silêncio, o povo volta à espera, e o plano de governo, antes cheio de metas, vira papel esquecido em gavetas de gabinete. As promessas que um dia emocionaram se transformam em desculpas, e a vontade de mudar o mundo se perde na conveniência de manter o cargo.
O erro maior não é prometer - é enganar conscientemente quem acreditou. É subir no palco do voto com o coração vazio e descer do poder com as mãos cheias de privilégios. A verdadeira política nasce do respeito à palavra dada, da coerência entre o que se fala e o que se faz.
O povo não precisa de heróis de palanque, mas de servidores de verdade, capazes de entender que o mandato não é um prêmio, e sim uma missão. Porque quem ilude o povo uma vez pode até vencer uma eleição - mas quem o respeita, conquista algo muito maior: a história.
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