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20 de junho de 2026

TEM ASSENTO NO BANCO DOS RÉUS DA FRAUDE DO MASTER, PARA RUI COSTA TAMBÉM

 A traquinagem dos petistas Wagner e Rui Costa na Bahia, teve desdobramento nacional!

O ex-ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa (PT), também está envolvido nas investigações do "caso Master" devido às conexões políticas e financeiras firmadas com o Banco Master e o empresário Daniel Vorcaro durante sua gestão como governador da Bahia. O escândalo envolve uma série de pontos de ligação do governo com o banco de Vorcaro.

A relação entre o banco e a empresa CredCesta se fortaleceu durante o governo de Rui Costa na Bahia (2015–2022). A CredCesta, originalmente criada para vender alimentos subsidiados (Cesta do Povo), passou a atuar pesadamente como crédito consignado para servidores públicos baianos. Um decreto assinado na gestão de Rui Costa restringiu a portabilidade dessas dívidas consignadas para outras instituições financeiras, o que consolidou a presença e a rentabilidade do Banco Master no setor no estado.

O modelo combinava juros rotativos elevados, em torno de 6% ao mês, com baixo risco de inadimplência, já que os valores eram descontados diretamente na folha de pagamento dos servidores. Além disso, o sistema operava com exclusividade de 30% da margem consignável por um período de até 15 anos, sem concorrência de outras instituições financeiras.

A Associação dos Funcionários Públicos do Estado da Bahia (Afpeb) chegou a ingressar na Justiça em 2021 com um mandado de segurança coletivo pedindo o fim da exclusividade do Credcesta. No entanto, a Justiça negou o pedido e acolheu os argumentos apresentados pelo governo da Bahia e pelo Banco Master.

Em outra ação coletiva apresentada em 2020, a associação argumentou que a exclusividade feria normas do Banco Central e o Código de Defesa do Consumidor. A entidade chegou a obter decisão favorável em primeira instância, mas o entendimento foi revertido posteriormente.

Após as investigações da Polícia Federal no caso envolvendo o Banco Master e a liquidação da instituição pelo Banco Central, a Afpeb voltou a recorrer à Justiça com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade, contestando o acordo de exclusividade e a proibição da portabilidade no Credcesta na Bahia.

Questionado sobre a crise, o ex-ministro defendeu a competência institucional do Banco Central para fiscalizar o caso, enquanto enfrenta críticas de opositores que o acusam de facilitar negócios e blindar operações do grupo na Bahia.

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