O ex-Secretário de Comunicação da Presidência e atual pré-candidato ao cargo de deputado federal, Felipe Pedri, tem feito críticas contundentes à aplicação da Lei Rouanet. O político descreve o que classifica como uma "estratégia perversa" de influência sobre o setor artístico por meio de repasses financeiros, argumentando que o modelo atual acaba por privilegiar uma produção cultural pautada por interesses econômicos.
Segundo a perspectiva defendida por
Pedri, o uso recorrente do mecanismo de fomento por gestões alinhadas ao campo
progressista teria como objetivo manipular o idealismo da classe artística
brasileira para fins ideológicos. Durante sua atuação na administração do
ex-presidente Jair Bolsonaro, o ex-secretário afirmou ter identificado mais de
R$ 9 bilhões em recursos da lei que, de acordo com seu relato, não possuíam
justificativas técnicas transparentes ou claras.
O político defendeu uma reestruturação
profunda do sistema de fomento à cultura nacional, alegando que o setor teria
sido, em suas palavras, "raptado" por interesses de grupos
específicos. Em uma de suas declarações mais enfáticas, Pedri criticou o uso
indevido de verbas, citando casos hipotéticos em que recursos públicos seriam
desviados para o enriquecimento pessoal ou aquisição de imóveis de luxo.
Ele sustentou que o foco do financiamento estatal deveria ser redirecionado para o suporte a artistas de pequeno e médio porte, em vez de concentrar investimentos em projetos de grande visibilidade ou artistas já estabelecidos comercialmente.
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