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17 de junho de 2026

LULA USA O SOCIAL PARA TENTAR SER REELEITO

Lula sabe que a Direita será “um por todos e todos por um” no segundo turno e esse fato faz ele declarar, que ainda não decidiu se será candidato e tem prorrogado a data de lançamento da sua candidatura!

Lula tem buscado reciclar seu discurso de defesa da soberania nacional, com objetivo de explorar o alinhamento do presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) com os Estados Unidos. A ideia é se beneficiar da imagem negativa que Donald Trump tem no Brasil.

O melhor momento de popularidade do petista no atual mandato foi no segundo semestre do ano passado, quando usou tal discurso como resposta ao tarifaço imposto pelos EUA a produtos brasileiros. Na campanha de 2022, uma das linhas mestras do discurso de Lula foi a retomada de programas sociais após o que teria sido um desmonte no governo Bolsonaro.

Em seu atual mandato, o petista consolidou o Bolsa Família em R$ 600 e criou um adicional de R$ 150 por filho de até seis anos das famílias beneficiárias. Também instituiu o Pé-de-Meia, que paga R$ 200 mensais a estudantes pobres do ensino médio para reduzir a evasão escolar, entre outras ações na área social. Todavia, o aumento de gastos nessa área, não conseguiu impulsionar a popularidade do presidente. As pesquisas apontam que ele e seu principal adversário estão empatados em intenção de voto para o segundo turno.

Os petistas também consideraram frustrantes os dividendos de popularidade produzidos pela entrada em vigor da isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5.000 por mês. Até agora, Lula tem dado mais espaço a bandeiras que já foram usadas na última campanha ou durante este terceiro mandato. Uma delas envolve a comparação de obras de sua gestão com as do mandato de Bolsonaro.

Em outra frente, tem dado declarações em série condenando a violência contra as mulheres, num esforço para recuperar terreno no eleitorado feminino, que foi decisivo para sua eleição em 2022. Em um dos assuntos com potencial de ter centralidade na eleição deste ano, a segurança pública, Lula tem defendido a aprovação de uma PEC (proposta de emenda à Constituição) que reorganiza as atribuições dos entes federativos. O projeto, no entanto, está em debate há mais de um ano.

Uma possibilidade apontada por aliados é que o programa de governo de Lula tenha foco em desenvolvimento tecnológico. O PT elaborou um documento com propostas de diretrizes. Coordenador dessas discussões dentro do partido; o objetivo seria reduzir a dependência brasileira de tecnologias vindas de fora.

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