Muitos vereadores correm atrás de prefeito, para se locupletarem das benesses da Prefeitura; quando o prefeito é quem deveria correr da fiscalização e independência parlamentar dos vereadores!
A afirmação de que prefeitos dependem de vereadores é correta no contexto da governabilidade e da separação de poderes, mas a relação é mais de interdependência do que de subordinação direta. O Prefeito administra a cidade, executa obras, gerencia a saúde e a educação. No entanto, para governar, ele precisa aprovar projetos na Câmara, como o orçamento anual, planos de cargos e salários, e autorizações para empréstimos.
Vereadores (Poder Legislativo), elaboram as leis municipais e, crucialmente, fiscalizam as ações do prefeito. Eles julgam as contas da prefeitura e podem abrir processos de cassação por crimes de responsabilidade. Um prefeito sem base aliada na Câmara (sem apoio dos vereadores) pode ter dificuldades em aprovar projetos importantes, travando sua administração.
O prefeito também tem poder sobre os vereadores, como o poder de veto a projetos de lei aprovados pela câmara e o controle da execução orçamentária. Portanto, enquanto os vereadores limitam e fiscalizam o prefeito, o prefeito administra a máquina pública, criando uma relação onde ambos precisam negociar para que a cidade funcione.
Todavia, o que a gente assiste é uma relação promíscua, com vereadores sendo cooptados através de cargos comissionados e contratos na Prefeitura; com parentes e aderentes obtendo salários de marajás e maranis, cujo propósito velado é controlar a maioria dos vereadores e os manipular com finalidade de praticarem ilícitos sem a vulnerabilidade de investigações e incômodos políticos e legais.
O esquema funciona com o prefeito nomeando familiares e cabos eleitorais dos vereadores. Assim os mantém sob controle, pois é trágico vereador ter esposa exonerada e cabos eleitorais se tornando ex-aliados, ainda que não entrem no “pacote de retaliações”, por causa da rebeldia e desobediência do marido e líder parlamentar. Assim prefeitos possuem maioria na Câmara e não se preocupam com “flechadas em seu calcanhar de Aquiles”!
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