Trief

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19 de maio de 2026

HÁ UMA QUÍMICA SECRETA, QUE FAZ MUITA GENTE ACREDITAR EM POLÍTICOS MALANDROS!

"Uma mentira dita mil vezes torna-se verdade". Essa célebre frase do satânico nazista Joseph Goebbels, permite refletir acerca do papel das enganações dos políticos na sociedade. Estas acabam por exercer controle sobre o indivíduo e, por fim, nas decisões importantes, por exemplo, as eleições.

O político malandro faz como qualquer mágico, que com uma moeda na mão, a faz sumir diante dos olhos arregalados da plateia inocente: engana para fazer valer o preço do espetáculo! Esse é o truque mais antigo do político malandro. Ele inventa um problema, ou desenterra alguma norma antiga em desuso, faz um alvoroço sobre ela e depois que a bagunça passa e a ilusão das consequências daquele problema nunca acontecem ou se acontece, em uma escala muito menor, o político mágico colhe os frutos de seu truque, como sendo o grande salvador.

Sendo a magia uma arte de ilusões, esse político, assim como o mágico, manipula as informações na sua frente, como uma mão segurando a moeda, distraindo a todos da outra que faz toda a ação de verdade. É o velho truque de fazer o povo de bobo, enquanto a plateia aplaude o espetáculo, sendo usurpada por suas ignorâncias. É a posse de precária informação por parte do público que dá todo o poder ao mágico ou ao político mágico. Ao criar-se uma situação hipotética, ela simplesmente se resolve hipoteticamente. Inventa-se o monstro. Mata-se o monstro. Vira-se herói.

 E da mesma como faz desaparecer, o político mágico também faz aparecer. Ciente e informado de projetos e ações em andamento, mesmo bem longe de sua alçada, ele se expõe pouco antes da situação vir à tona, e quando ela aparece, ele surge como um de seus criadores. Como o mágico, ele fez um coelho surgir na cartola, mas como todo sujeito bem informado sabe, o coelho na verdade sempre esteve lá.

Isso tudo me lembra de uma velha história de Cristóvão Colombo e que serve como perfeita analogia para essas situações. Ancorado em alguma ilha asiática, precisando de suprimentos para seguir viagem, Colombo ameaçou as tribos locais com o sumiço da Lua caso elas não dessem a ele tudo o que quisesse. Descrentes, eles o ignoraram. Foi quando logo depois, a Lua brilhante no céu, começou a escurecer e por fim desapareceu. Desesperados, os ingênuos habitantes da ilha prometeram dar a Colombo tudo o que ele queria em troca da volta da sua companheira das noites.

Logo em seguida a Lua começou a reaparecer, como em um ato de mágica. Todos ficaram maravilhados com o poder daquele sujeito. O que o povo daquela ilha nunca descobriu é que Colombo, dotado de estudos astronômicos, sabia com meses de antecedência da ocorrência de um eclipse lunar e que ele seria visível apenas naquela ilha. Ele tinha a informação, o povo da ilha não. E quando Colombo zarpou, eles ficaram felizes aplaudindo a misericórdia daquele homem estranho, enquanto ele sumia no horizonte carregado com suas benfeitorias e seus suprimentos.

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