Na principal simulação de 2º turno, Flávio Bolsonaro aparece com 42% das intenções de voto. É a primeira vez que o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro aparece numericamente a frente de Lula, que tem 40%. No entanto, os dois continuam tecnicamente empatados.
Segundo Felipe Nunes, diretor da Quaest, o principal
movimento no último mês é a leve mudança na percepção sobre o grau de moderação
de Flávio em relação à família. Em março, havia 10 pontos de vantagem para os
que consideravam Flávio ‘radical’. Agora, essa vantagem caiu para 6 pontos.
"O empate no segundo turno, também é um reflexo
do empate no medo que cada um dos dois lados representa. O medo da volta da
família Bolsonaro está em 43% e o medo da continuidade do Lula em 42%",
ressalta Felipe.
Além disso, a pesquisa também mostra que a tendência
de piora do trabalho do governo Lula ainda não foi revertida. Desde o começo do
ano, a desaprovação passou de 49% para 52%, enquanto a aprovação caiu de 47%
para 43%.
A percepção da população é que a economia está
piorando (saiu de 48% para 50% quem viu piora). E apenas 21% afirmam que viram
melhora no último ano (contra 24% do mês passado). Felipe Nunes cita que o
principal motor dessa piora parece ser o preço dos alimentos nos mercados, pois
saltou de 59% para 72% os que afirmam terem visto aumento de preço dos
alimentos no último mês.
Além dos preços, tem o endividamento das famílias
que continua atingindo um número muito expressivo de brasileiros. De março do
ano passado pra cá, saltou de 65% para 72% os entrevistados que afirmam ter
poucas ou muitas dívidas para pagar.
A Quaest ouviu 2.004 pessoas em 120 municípios entre os dias 9 e 13 de abril. O nível de confiabilidade da pesquisa é de 95% e a margem de erro é de 2 pontos percentuais. A pesquisa foi encomendada pela Genial Investimentos e está registrada no TSE (BR-09285/2026).

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