É inquestionável o sucateamento da Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac) ao longo dos últimos anos. A instituição, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), enfrenta desafios estruturais severos que comprometem sua atuação na região cacaueira. A falta de lideranças políticas e de políticas públicas são causas do sucateamento da ceplac e da crise na lavoura cacaueira.
A deficiência no quadro funcional é
gravíssima, devido a anos sem a realização de concursos públicos, resultando em
um grande número de servidores aposentados ou em vias de se aposentar. A
instituição perdeu parte de sua autonomia, passando por reestruturações que
impactaram suas atividades centrais, como a assistência técnica e pesquisa
agropecuária.
Relatos apontam para desorganização
financeira e falta de infraestrutura para que os técnicos atuem no campo e essa
fragilidade prejudica a orientação aos produtores e dificulta o combate a
pragas como a Monilíase, que ameaça a cultura do cacau. A Ceplac é fator decisivo
para a diversificação, atuando também na fruticultura, pecuária, piscicultura e
apicultura. A Ceplac “ressuscitada” é crucial para a valorização da
agropecuária na Bahia e sustentabilidade do Bioma Mata Atlântica no Brasil.
O cenário é preocupante e exige do governo federal o início imediato de medidas de reestruturação da CEPLAC, com objetivo de fortalecer a instituição para garantir a sustentabilidade da região cacaueira e diversificação agrícola, retomando sua capacidade operacional, focada na sustentabilidade e no papel do Brasil como exportador de cacau. A revitalização urgente da Ceplac, é tão necessária quanto oxigênio para um paciente moribundo em leito de UTI.

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