A vereadora Alana Passos (PL) provocou forte reação durante a sessão desta terça-feira (10) na Câmara Municipal do Rio de Janeiro ao afirmar, em discurso no plenário, que mulheres trans não são mulheres. A parlamentar, que atualmente ocupa a vaga do vereador Carlos Bolsonaro (PL), fez declarações que geraram protestos entre vereadores das bancadas do PSOL e do PT.
Durante a fala, Alana afirmou que, segundo ela,
“cientificamente e biologicamente” existem apenas “macho e fêmea” e disse que
pessoas trans não poderiam ser consideradas mulheres. Em um dos trechos do
discurso, a vereadora declarou que “travesti não é mulher” e afirmou que se
vestir ou se identificar como mulher não tornaria alguém uma mulher.
A parlamentar também criticou o uso do termo “pessoa
que gesta” e disse que, como mãe, considera a expressão uma falta de respeito
com as mulheres. Ainda durante o pronunciamento, Alana afirmou que se
identifica como “mulher de verdade”, repetindo a expressão “mulher da Shopee” ao
se referir a mulheres trans.
As declarações provocaram indignação entre
parlamentares da oposição, que reagiram no plenário e classificaram o discurso
como ofensivo. O episódio gerou repercussão política e acirrou o debate sobre
identidade de gênero e direitos da população trans.
A Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados elegeu a deputada Erika Hilton (Psol-SP) como presidente na quarta-feira (11). Em votação marcada por críticas da oposição, a parlamentar recebeu 11 votos favoráveis contra dez votos em branco. Com a eleição, Erika se torna a primeira mulher trans a ocupar a presidência da comissão.
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