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13 de março de 2026

VEREADORA CARIOCA PROTESTA POR TRAVESTI ASSUMIR LIDERANÇA DAS MULHERES

É sarcástica a entrega da Comissão da Mulher no Congresso Nacional, que deveria zelar pela dignidade da mulher, da vida e da família, a uma pauta que desvirtua a própria essência feminina!

A vereadora Alana Passos (PL) provocou forte reação durante a sessão desta terça-feira (10) na Câmara Municipal do Rio de Janeiro ao afirmar, em discurso no plenário, que mulheres trans não são mulheres. A parlamentar, que atualmente ocupa a vaga do vereador Carlos Bolsonaro (PL), fez declarações que geraram protestos entre vereadores das bancadas do PSOL e do PT.

Durante a fala, Alana afirmou que, segundo ela, “cientificamente e biologicamente” existem apenas “macho e fêmea” e disse que pessoas trans não poderiam ser consideradas mulheres. Em um dos trechos do discurso, a vereadora declarou que “travesti não é mulher” e afirmou que se vestir ou se identificar como mulher não tornaria alguém uma mulher.

A parlamentar também criticou o uso do termo “pessoa que gesta” e disse que, como mãe, considera a expressão uma falta de respeito com as mulheres. Ainda durante o pronunciamento, Alana afirmou que se identifica como “mulher de verdade”, repetindo a expressão “mulher da Shopee” ao se referir a mulheres trans.

As declarações provocaram indignação entre parlamentares da oposição, que reagiram no plenário e classificaram o discurso como ofensivo. O episódio gerou repercussão política e acirrou o debate sobre identidade de gênero e direitos da população trans.

A Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados elegeu a deputada Erika Hilton (Psol-SP) como presidente na quarta-feira (11). Em votação marcada por críticas da oposição, a parlamentar recebeu 11 votos favoráveis contra dez votos em branco. Com a eleição, Erika se torna a primeira mulher trans a ocupar a presidência da comissão.

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