Existe um ditado popular, antigo, que diz que cada povo tem o governo que merece. Parece-nos ser este o caso, de um povo sofrido e inconsciente que, nutrindo-se do sofrimento, o faz prevalecer e perpetuar, num ciclo vicioso de terríveis proporções. O sul da Bahia sangre sob o menosprezo, insensibilidade, apatia e desrespeito de um grupo político, que nos vitimou do crime da vassoura de bruxa e que permanece infernizando a vida dos produtores e viventes da cacaicultura!
Nossos verdugos pretendem permanecer no poder.
E dependem dos nossos votos. Somos mais de um milhão e quinhentos mil eleitores;
bastava um terço não ter votado em petistas e comunistas, para que não estivéssemos
submetidos à condição de escravidão, empobrecimento e vilipendiamento. É
preciso que os sulbaianos tenham consciência da importância das próximas
eleições!
O
dicionário nos diz que consciência é a faculdade de estabelecer julgamentos dos
atos realizados. No universo social, é a noção ou idéia sobre certos
acontecimentos importantes à vida do povo. Então, falemos do óbvio. Estamos na
Bahia, estado onde se tem assistido ao espetáculo de verdadeiros atentados à
consciência moral (faculdade de distinguir o bem do mal) de seus indivíduos, em
razão da corrupção, menosprezo e ineficiência de governantes, para com os
cacauicultores e todos sulbaianos, que vivem do cacau.
Não
dar para continuar com governantes que nos tratam como “patinhos feios” da
Bahia. É necessário reagir, pois apesar de tantas evidências, o que se esboça e
prenuncia no horizonte próximo das eleições, aparentemente, é uma perspectiva
continuísmo de deputados medíocres, parasitas e inúteis como todos petistas e
comunistas, que se têm servido do poder, em prejuízo do povo e visando
objetivos particulares, a desserviço da cacauicultura.
Eleger
deputados estaduais e federais, comprometidos com a cacauicultura, é a nossa
única alternativa política, para termos visibilidade nas decisões e ações
governamentais. Então se indaga: será que a população sulbaiana, irá tapar os
olhos e fechar os ouvidos, se negar a reagir, a pensar, a refletir e, com discernindo,
tomar consciência daquilo que lhe convém?
Será que o povo do
sul da Bahia vai negligenciar com a consciência individual e coletiva sobre
tudo quanto tem acontecido nesta região? Onde a noção do bem e do mal; mais que
isto, de que este não se pode sobrepor àquele, sem ferir princípios
ético-morais insuperáveis?
Parafraseando
o grande Rui Barbosa, infelizmente, os tempos são chegados; aqueles, do
comprometimento do caráter, dos gritantes desvios de conduta e da insensatez da
notória falta de vergonha. Tudo, sob o manto protetor de uma sociedade, em
grande parte, inda incapaz de discernir, porque despreparada a tanto.
É
insana e ireesponsável a inconsciência coletiva de indivíduos inaptos a
verificar o que é bom e mau e fazer escolhas apropriadas à prevalência do que
melhor lhes convém e à sociedade do sul da Bahia. São estes os tempos vividos e
por viver, em que tudo, praticamente, pode acontecer, ao largo da triste
realidade de um povo retalhado e cativo da falta de senso crítico, a estimular
sua manipulação pelos abutres de plantão.
Estes
são os tempos, chegados, em que se tem vivido por viver, na aceitação de
qualquer coisa, ao atropelo de julgamentos irreais e fictícios, que mais nos
farão sofrer, à distância da ética da verdade que nos deveria nortear os
destinos. Infelizmente, ainda existem entre os cacauicultures, que comete o
despautérios de apoiar e votar em indivíduos descomprometidos com as causas do
cacau e aqui me refiro a todos os políticos e candidatos aliados do atual
governo.
Mas, como se sabe, a natureza não dá saltos, fazendo-se preciso a ação do tempo para o amadurecimento de consciências que dormem, ao capricho de tempos futuros de renovação. Não nos custa, pois, em que pese tudo isso, renovar a esperança no dia de amanhã, certos de que, em meio à escuridão da inconsciência presente, se fará refletir o clarão límpido da consciência nascente.

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