A célebre frase "Pense num absurdo, na Bahia tem precedente" é atribuída ao ex-governador baiano Otávio Mangabeira e tornou-se um aforismo popular para descrever situações surreais, irônicas ou inesperadas na política e no cotidiano estadual, muitas vezes superando a ficção. Mas, aqui pra nós, é o ápice do cúmulo do absurdo e por demais sinistro, a Bahia meter o Brasil no radar sanguenário do belicoso Donald Trump!
Não bastasse petistas e comunistas
submeterem a Bahia, ao dramático mapa da explosão dos empréstimos internacionais;
sucaeamento dos serviços essenciais da saúde, educação, infraestrutura e
desenvolvimento humano, eis que surge um constrangedor relatório divulgado na
quinta-feira (26), pelo Congresso dos Estados Unidos, acusando o Brasil e
outros países da América Latina, de possuírem bases militares secretas da
China, erguidas para lançamentos especiais.
De acordo com a documentação
revelada, no Brasil, a instalação chinesa estaria localizada em Salvador, na
Bahia, na sede de uma empresa brasileira do setor aeroespacial: Ayla Space. Segundo
a denúncia, a base surgiu a partir de uma parceria entre a Ayla e uma empresa
aeroespacial chinesa, localizada em Pequim. As duas empresas teriam como
objetivo principal, analisar dados de satélites espiões, para observar e
monitorar países como os Estados Unidos, Rússia, Japão, Israel e toda União
Europeia a partir do território baiano.
O relatório, produzido por senadores
democratas e republicanos, foi intitulado “Atraindo a América Latina para a
órbita da China”, foi enviado à Casa Branca antes de se tornar público e traz
documentos que descrevem estratégias que não estão restritas apenas ao campo
militar, mas também diplomáticas, econômicas e tecnológicas. Foram
identificados 11 estações terrestres , radiotelescópios e locais de rastreamento
associados à Pequim, colocando em risco os interesses dos EUA.
A denúncia coloca o Brasil através
da Bahia, no centro de uma nova tensão geopolítica porque acusa a participação
junto aos planos da China em expandir sua infraestrutura aeroespacial na
América Latina, ao afirmar que o governo brasileiro autorizou o uso território
nacional como possível ponto estratégico para operações civis e militares. Os
parlamentares americanos alegam que essas estruturas que já estão em pleno
funcionamento fortalecem a capacidade de monitoramento e inteligência sino no
Ocidente. Até o momento, não houve manifestação do governo brasileiro e nem
baiano, sobre a denúncia e nem das empresas envolvidas no caso. O presidente
Donald Trump já está ciente da parceria secreta entre o Brasil e a China.
Esse conjunto de episódios reforça a percepção de alinhamento ideológico com regimes autoritários e de distanciamento de democracias ocidentais. E pode impactar diretamente as eleições presidenciais (ACM Neto vence na Bahia), especialmente em um cenário de polarização e disputa apertada. Com Lula tecnicamente empatado nas pesquisas com Flávio Bolsonaro, a política externa deixa de ser tema secundário e passa a influenciar a percepção do eleitor sobre valores, alianças internacionais e direção do país, podendo pesar de forma decisiva no voto.


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