Ao todo, o novo concorrente brasileiro ao Oscar custou cerca de R$ 28 milhões, sendo R$ 19 milhões provenientes do Brasil, e o restante de um regime de coprodução internacional com França, Alemanha e Holanda.
A maior parte brasileira foi alcançada
graças a políticas públicas. “O Agente Secreto” recebeu do Fundo Setorial do
Audiovisual (FSA) R$ 7,5 milhões para sua realização e R$ 750 mil para
distribuição. Também captou R$ 3,75 milhões através da Lei do Audiovisual.
O FSA é um fundo de investimentos
públicos mantido pela Ancine. A distribuição dos recursos acontece através de
editais públicos. Os filmes apoiados comprometem-se a devolver 80% de seu lucro
ao fundo. Depois de restituir todo o valor recebido, a alíquota de retorno cai
para 40%. Com seus milhões arrecadados, Kleber Mendonça Filho terá assim
garantido mais recursos para realização de outras produções nacionais.
Já a Lei do Audiovisual funciona através
de renúncia fiscal. Filmes autorizados pela Ancine buscam patrocínio privado, e
os apoiadores podem abater o valor pago de seu Imposto de Renda. Os números de
“O Agente Secreto”
Bilheteria total: R$ 94,2 milhões
Bilheteria no Brasil: R$ 50,63 milhões
Público no Brasil: 2,36 milhões
Orçamento: R$ 28 milhões
Verba pública: R$ 11,4 milhões
O filme brasileiro com maior orçamento, é “Coração iluminado” (1998). O drama de Hector Babenco teve um custo de 9,20 milhões. O longa recebeu destaque internacional e nacional, incluindo uma indicação à Palma de Ouro no Festival de Cannes 1998 e o prêmio de Melhor Direção para Héctor Babenco no Grande Prêmio do Cinema Brasileiro em 2000.
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