Fico observando a expressão de fé dos fiéis de São José, envolta na simplicidade que é capaz de deixar qualquer um maravilhado. O dia de hoje é de celebração e festa do padroeiro do município de Itabuna, e consequentemente a cidade vive diversas manifestações de fé na intercessão daquele que chamamos pai de Deus e nosso também.
Em cada noite da novena que antecedeu o
dia da procissão, as orações aconteceram e logo depois a missa foi celebrada.
Entendendo ser este um momento ímpar, as pessoas fazem os seus pedidos e
demonstram o quanto amam São José. É fácil constatar que várias homens se
chamam José, porque seus pais alcançaram graças e assim cumpriram a promessa de
pôr o nome do filho igual ao do padroeiro da cidade.
Entoar hinos e realizar orações fazem da
devoção popular uma fonte de encontro com os mistérios divinos. Sem muito
conhecimento do que a profundidade da teologia nos faz alcançar, a fé dos mais
simples encanta, pelo simples fato de ser pura e verdadeira.
Um dos grandes momentos de demonstração
dela, aqui em Itabuna, é a procissão que atrai inúmeras pessoas que fizeram os
louvores à São José. Muitos realizam o percurso descalços! E, ali, fazem uma
caminhada que nos lembra a peregrinação que fazemos na busca de uma vida melhor
e mais sintonizada com Deus.
Um dia, nos encontraremos com São José,
no céu em que ele já desfruta e nos auxilia em nossos pedidos! A procissão
passa pelas ruas, muitas pessoas idosas, que já não podem mais andar como
gostariam, ficam à frente de suas casas aguardando seu patrono chegar. E então
elas podem contemplar o andor feito com tanto carinho, no intuito de honrar o
Pai de Deus através do belo.
Momentos assim são sempre emocionantes, pois mostram o amor e a fé que o povo sente. Como olhar para tudo isso e ficar impassível? A fé é um dom. No meio das vicissitudes e, especialmente da violência que assusta nosso povo, ela nos ajuda a não perdermos o norte e a prosseguirmos na caminhada. Contemplar o povo demonstrando sua fé, alegra qualquer coração, porque ele mesmo é envolto nessa atmosfera de encontro com o sagrado. Nós a alimentamos e por ela somos também saciados!

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