Entre partidos governistas, recrudescem as críticas ao que passaram a chamar de fracasso da 'Operação PP', destinada a manter o partido na base. Eles alegam que, apesar de o governo ter entregue o Detran de porteira fechada ao partido, a coordenação política de Jerônimo Rodrigues (PT) viu escorrer pelos dedos o prefeito de Jequié, Zé Cocá, o deputado federal Cláudio Cajado e o deputado estadual Hassan Yossef.
Eles ainda apontam que o governo corre sério risco
de perder também outro progressista, o deputado federal Mário Negromonte Jr.,
que condiciona sua permanência na base à nomeação da mulher ao Tribunal de
Contas dos Municípios (TCM). Os conflitos com o PP surgiram depois que a sigla
deixou o governo, na campanha de 2022, para apoiar ACM Neto, que concorria ao
governo da Bahia pela primeira vez pelo União Brasil.
Depois das eleições, os quatro deputados estaduais
da legenda - Niltinho, Eduardo Salles, Antônio Henrique e Hassan - pavimentaram
o caminho de retorno ao governo por meio de uma renegociação por espaços que
haviam deixado para trás com o rompimento que demorou, no entanto, a se
concretizar. No final de 2025, o partido parecia finalmente ter se realinhado à
base mediante a entrega do Detran.
Não foi, no entanto, o que se viu no princípio deste
ano, quando vários quadros da sigla, como Cocá, Hassan, Cajado e Negromonte
Jr., passaram a se movimentar com independência, sinalizando que poderiam
migrar para Neto, o que os três primeiros já fizeram. O prefeito de Jequié,
inclusive, deve ser escolhido vice do candidato do União Brasil ao governo.
Antes disso, o partido foi bombardeado na Bahia com a federação fechada nacionalmente
com o União Brasil.
"Esta operação para trazer o PP para a base foi um fracasso. O partido ofereceu o Detran e ficou com gente que, inclusive, pode nem ficar na legenda", diz um deputado do PT, referindo-se ao fato de que os deputados estaduais do PP sequer devem ficar no partido, com o apoio oficial que a legenda dará a Neto. "Eles (o governo) não sabem para onde vão Niltinho, Eduardo e Antônio Henrique, nem Mário Jr. Tá tudo errado", complementa.
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